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  • 22/07/2017
  • 11:18
  • Atualização: 11:37

Brasileira é tricampeã mundial de maratona aquática na Hungria

Ana Marcela Cunha marcar renascimento da carreira com ouro na prova mais longa do Mundial, a dos 25 Km

Após cinco horas e 22 minutos de prova na Hungria, atleta baiana toca a linha de chegada à frente da holandesa | Foto:  Attila Kisbenedek / AFP / CP

Após cinco horas e 22 minutos de prova na Hungria, atleta baiana toca a linha de chegada à frente da holandesa | Foto: Attila Kisbenedek / AFP / CP

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Após conquistar duas medalhas de bronze nas provas de 5 km e 10 km, Ana Marcela Cunha fez ainda melhor nesta sexta-feira. Em esforço de mais de cinco horas, a brasileira faturou a medalha de ouro na maratona aquática de 25 km, no Mundial de Esportes Aquáticos, na Hungria. É o terceiro título mundial da carreira da baiana, campeã também em 2011 e 2015. Nesta edição, além dos pódios individuais, ela compôs a equipe brasileira que ficou em sexto lugar no revezamento.

Ana Marcela Cunha fez o tempo de 5h21min58s40 na prova de sexta-feira, logo à frente da holandesa Sharon van Rouwendaal, com 5h22min00s80, e a italiana Arianna Bridi, que marcou 5h22min08s20. Na longa disputa, ela optou por não brigar diretamente pela liderança nos quilômetros iniciais, apenas se mantendo próxima do pelotão principal. Na metade do trajeto, estava em uma modesta 17ª colocação. No final, ela passou a pressionar Rouwendaal e Bridi. Apenas no último quilômetro, ultrapassou as rivais e assumiu a dianteira, para não ser mais ameaçada. “Na hora que me juntei aos homens, eu soube que só tinham três meninas. Das três que ficaram na ponta no final, eu era a única que já tinha nadado esta prova e sabia da dor que a gente sente no final. Essa experiência me ajudou. Então tentei me preservar o máximo possível, gastar menos energia, porque a gente sabe que a prova é decidida no final”, relatou.

O incrível desempenho na Hungria é uma redenção para Ana Marcela, que era esperança de medalha na Rio-2016 e foi apenas a décima. Meses depois, precisou retirar o baço em uma cirurgia. “Aqui é onde tudo recomeça. Estamos em busca de um grande resultado em 2020”, garantiu. A prova masculina foi vencida pelo francês Axel Reymond, em 5h02min46s40. O brasileiro Allan do Carmo foi o 13º colocado, com 5h06min55s70.


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