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Porto Alegre, terça-feira, 25 de Setembro de 2018

  • 05/09/2018
  • 15:46
  • Atualização: 16:22

Brasil defende liderança do Mundial de Surfe em competição inédita em piscina de ondas

Filipe Toledo e Gabriel Medina terão que se adaptar as alterações para se manter entre os líderes

Filipe Toledo é o líder do ranking e mais uma vez vestirá a camisa amarela de líder | Foto: Sean Rowland / WSL / Divulgação / CP

Filipe Toledo é o líder do ranking e mais uma vez vestirá a camisa amarela de líder | Foto: Sean Rowland / WSL / Divulgação / CP

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  • Correio do Povo e AE

A Liga Mundial de Surfe (WSL, na sigla em inglês) fará a maior aposta de sua história a partir de quinta-feira, quando os melhores atletas do mundo disputarão pela primeira vez uma etapa, a de Surf Ranch, do Circuito Mundial em uma piscina de ondas, a quilômetros do litoral. O evento entrou no calendário no lugar de Trestles, tradicional praia da Califórnia, e tem tudo para permanecer. O grande trunfo da entidade é poder realizar uma competição com data e horário marcado, ou seja, sem depender da natureza para ser realizado. Isso facilitará a transmissão televisiva e permitiu a venda de ingressos. Anteriormente, foram realizados dois eventos no local, como testes, e tiveram sucesso. A etapa ocorre em um momento promissor do surfe brasileiro, que venceu seis das sete etapas disputadas no Mundial da WSL.

O líder do campeonato, Filipe Toledo, costuma se dar bem nas ondas do Surf Ranch, assim como seu principal adversário, o também brasileiro Gabriel Medina. Na quarta posição está Italo Ferreira, que também vive boa fase. Intruso no grupo é o australiano Julian Wilson, que quer estragar a festa verde e amarela em 2018.

Fórmula diferente e brasileiros com horário marcado

Por ter ondas semelhantes para todos, o tipo de competição será diferente nesta etapa. Todos os atletas (36 no masculino e 18 no feminino) vão pegar seis ondas, metade para cada lado, e serão computadas as duas melhores de cada um, sendo necessariamente uma para a esquerda e uma para a direita. Os oito mais bem colocados no masculino e as quatro no feminino vão para a final.

A competição começará às 13h (horário do Brasil), com Hiroto Ohhara, do Japão, surfando a primeira onda. O criador da piscina entra oito minutos depois e o terceiro a surfar será o brasileiro Miguel Pupo, às 13h16min. Depois, o japonês pegará outra esquerda e direita às 13h24, com Slater iniciando sua segunda entrada às 13h32min e Pupo às 13h40min.

Somente após os três fazerem suas duas primeiras voltas, é que entra o segundo grupo de três entra na água. Wiggolly Dantas surfará às 13h48min e às 14h12min. Dantas e Pupo irão substituir os contundidos John John Florence e Caio Ibelli.

Outros cinco brasileiros entrarão na água no primeiro dia: Ian Gouveia, às 14h44min, Jessé Mendes, às 16h34min, Tomas Hermes, às 17h30min, Yago Dora, às 20h10min, e o campeão mundial Adriano de Souza fechando o primeiro dia, com sua primeira entrada às 18h26min e a última começa 18h50min.

No segundo dia, a gaúcha Tatiana Weston-Webb e a cearense Silvana Lima representarão o Brasil na piscina californiana. Além delas, os surfistas mais bem ranqueados farão as suas ondas, na busca por uma vaga na final. O primeiro a se apresentar será o cearense Michael Rodrigues, às 17h30min. Depois, tem o catarinense Willian Cardoso só às 20h04min e o potiguar Italo Ferreira às 21h08 no Brasil. O campeão mundial, Gabriel Medina, entra na água às 21h48min. Já Filipe Toledo, que envergará mais uma vez a camisa amarela de líder do ranking, 21h56min. Além disso, fecha o segundo dia iniciando sua segunda volta às 22h20min.

Decisão

Na decisão, os surfistas terão novamente a chance de pegar seis ondas, metade para cada lado, e as duas melhores serão computadas, como na primeira fase. Quem tiver as melhores notas vence a competição e ganha preciosos pontos para o ranking mundial, que depois do Surf Ranch terá apenas mais três etapas: na França, em Portugal e no Havaí.

Além da competição, a WSL deseja levar o surfe em piscina para outras partes do mundo. Ela comprou a Kelly Slater Wave Company (KSWC) e espera realizar outros eventos. Nos Jogos de Tóquio, em 2020, chegou-se a cogitar construir uma piscina de ondas no Parque Olímpico para a estreia do surfe no programa. Para 2024, em Paris, os Jogos deverão contar com uma dessas para a disputa da modalidade.

Durante anos, o 11 vezes campeão mundial Slater se debruçou nesse projeto da piscina de ondas, sem muito alarde, para achar uma maneira ideal de representar o mar longe do oceano. Foram dezenas de testes, modelos de computador e tempo de pesquisa para ter uma onda que é considerada quase perfeita.

Aos poucos, ele foi revelando detalhes da tecnologia e agora realizará o primeiro evento de impacto mundial. Para se ter uma ideia, os ingressos variam de US$ 10 (R$ 40), para um dia de evento para crianças até 10 anos, até US$ 499 (R$ 2.032,00) por um pacote vip com bebida liberada e comida e, entre outras coisas, inclui um show da banda Blink 182. A final será no domingo.