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Porto Alegre, terça-feira, 20 de Novembro de 2018

  • 30/08/2018
  • 16:26
  • Atualização: 16:30

GT Proteína Animal avalia gargalos da cadeia produtiva

Elevação do custos dos insumos, cuja alta já ultrapassa 30%, afeta diretamente os suinocultores

Presidente-executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, disse que a diretoria da entidade e associados estão estruturando uma pauta de reivindicações | Foto: Alina Souza

Presidente-executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, disse que a diretoria da entidade e associados estão estruturando uma pauta de reivindicações | Foto: Alina Souza

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  • Luciamem Winck

Representantes de instituições públicas, privadas e da sociedade que integram o GT Proteína Animal reuniram-se nesta quinta-feira para dar continuidade ao trabalho conjunto realizado desde o início de 2017 sob coordenação do BRDE. Na oportunidade, lideranças dos setores de aves/ovos, suínos, lácteos, bovinos, ovinos e peixes apresentaram os gargalos que ainda emperram a cadeia produtiva. Os suinocultores mostram-se especialmente preocupados com a elevação do custos dos insumos, cuja alta já ultrapassa 30%. A tabela do frete mínimo igualmente impacta o setor. O custo logístico apresenta uma elevação média de 35%, chegando próximo de 80% em algumas modalidades, como o transporte de ração.

Os avicultores, por sua vez, reivindicaram ao GT Proteína Animal uma ação efetiva no que definiram como "problema histórico do milho". Eles reivindicaram um projeto efetivo e não apenas uma estratégia. Já os ovinocultores relatam que a cadeia "está desorganizada", com 95% trabalhando na informalidade no país e 85% no Rio Grande do Sul. Também exigem o fortalecimento da Emater, a revisão tributária, políticas públicas de incentivo à cadeia produtiva e o fortalecimento do setor coopetativista. Os produtores de lácteos pedem agilizadade na ertificação das propriedades como zonas livres de Brucelose e Tuberculose. Isso também está sendo pedido por várias empresas coletoras e industrializadoras de leite.

Há um entendimento que a certificação vai permitir a oferta de produtos lácteos com alta qualidade, aptos a atender à demanda de importadores mais exigentes. Além disso, vai contribuir para a segurança alimentar, desde o campo até a mesa". O coordenador do GT Proteína Animal, Paulo Roberto da Silva, lamentou que os representantes dos supermercados não participem das reuniões, embora sejam convidados. Já o presidente-executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, disse que a diretoria da entidade e associados estão estruturando uma pauta de reivindicações para apresentar aos presidenciáveis em encontro agendado para o dia 19 de setembro.


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