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  • 31/08/2018
  • 18:33
  • Atualização: 19:03

Participação de jovens na 41ª Expointer é alta

Comissões e associações realizam diversos eventos para aproximar o público da atividade rural

Comissões e associações realizam diversos eventos para aproximar o público da atividade rural | Foto: Alina Souza

Comissões e associações realizam diversos eventos para aproximar o público da atividade rural | Foto: Alina Souza

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  • Franceli Stefani

Ao andar pela 41ª Expointer, no Parque Assis Brasil, é difícil encontrar um espaço onde não haja jovens. Desde estudantes até aqueles que se especializaram e, hoje, já atuam nas propriedades da família. “Hoje eles estão percebendo a oportunidade do meio rural”, diz a representante da Comissão Jovem da Devon, Mariana Cherubini. De acordo com ela, que é formada em administração pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e cursa Agronegócio na Universidade Federal de Santa Maria (Ufsm), a pecuária está em crescimento e se profissionaliza com o passar dos dias.

Na manhã desta sexta-feira, a Devon promoveu o Concurso Jurado Jovem, que contou com 22 participantes. “Ele eram de diferentes cidades, instituições de ensino e curso, desde advogados, zootecnistas até veterinários. Alguns viram a oportunidade de conhecer a raça e se inscreveram”, frisa. Mariana, moradora de Nova Prata, conta que é da quarta geração de uma família com tradição na pecuária. Eles são proprietários da Fazenda São Valentin. “São 70 anos de criação de gado Devon. Sempre estivemos na Expointer, desde a primeira edição”, lembra. Neste ano, os animais não vieram porque o avô da jovem, Reinoldes Querubini, foi convidado para ser jurado da raça.

“Tenho muito orgulho de onde venho e acho importante essa integração com a universidade. Durante nosso segundo curso de Jovem Jurado, vimos que todos eram interessados e atentos a tudo o que era passado”, informa. O entusiasmo de cada um em entender mais sobre a raça e as possibilidades de criação também foram ressaltadas. “Explicamos como o jurado deve se comportar e avaliar com critérios técnicos, até porque na feira cada expositor traz os seus melhores exemplares. Todos levaram muito a sério.”

O primeiro lugar ficou para a estudante de veterinária da Ulbra, Diullia Avila de Souza, 18 anos, moradora de Triunfo. “Tenho contato com a pecuária, mas não conhecia o Devon. Durante a atividade pudemos observar o que eles chamam de animais de argola. Foi possível perceber a excelente qualidade”, enfatiza ela, que faz estágio no evento. Enquanto o animal estava em pista, cada detalhe foi observado. O segundo lugar da atividade fico para Bárbara Abreu e Paulo Augusto Petry. Na terceira posição, Renan de Macedo e Guilherme Scott do Danto Darow.

ABHB também teve Jurado Jovem

Não foi somente a Devon que pensou no público mais novo. Com o objetivo de aproximar e promover o interesse dos estudantes do meio rural pelo conhecimento das condições fenotípicas dos animais produtores de carne, a Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) promoveu a 20ª edição do Concurso Jurado Jovem Dr. Osmar Salis Brasil. Foram cerca de 50 pessoas, entre estudantes, técnicos, trabalhadores rurais e cabanheiros.

Os participantes aprenderam noções de avaliação, julgamentos de animais das raças Hereford e Braford e aspectos zootécnicos que um jurado deve buscar em bovinos de corte. Logo após as dicas e explicações do orientador os candidatos foram submetidos a uma prova prática em pista onde julgaram os animais. O primeiro lugar ficou com aluno Bruno Rodrigues, de Rosário do Sul. A segunda colocação foi compartilhada pelos estudantes Hector Suñe e Donizeti Teixeira da Rosa, natural de Uruguaiana, que somaram 737 pontos. O terceiro lugar ficou com Vinicius Pereira.

Domingo ocorre, também na exposição, a final do Freio Jovem, promovido pela Associação Brasileira de Cavalo Crioulo (ABCC). De acordo com a organização, o resultado deverá ser reconhecido até o início da tarde.

Campo: setor que coloca a comida na mesa

“Eu tenho esperança que se a família influenciar, sentar e conversar, o jovem sai para estudar, mas retorna para o campo.” É dessa maneira que Diullia vê o futuro do agronegócio no Rio Grande do Sul. Antes de escolher uma especialização, pensar na propriedade que a família tanto cuidou e de lá tirou o sustento de todos. “A crise é passageira, em breve as coisas voltarão a ser como eram. Esse é o setor que coloca a comida na mesa de todos, se ele parar, a cidade não janta”, frisa. Conforme ela, ainda há muitas barreiras para a mulher que resolve seguir com a lida, mas aos poucos elas são derrubadas. “Quem nasce com essa paixão pela pecuária e pelo campo sente a necessidade de retornar. É outra vida. Eu tenho a sorte de não ter precisado sair de casa para estudar e coloco em prática o que aprendo na propriedade.”


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