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ANO 115 Nº 11 - PORTO ALEGRE, DOMINGO, 11 DE OUTUBRO DE 2009

Dnit confirma restauração da ponte Alberto Pasqualini

Travessia foi inaugurada pelo governador Leonel Brizola. Paralela à Alberto Pasqualini, ponte Léo Guedes tem fluxo de 10 mil veículos/dia
 | Foto: CARLOS QUEIROZ / ESPECIAL / CP

Travessia foi inaugurada pelo governador Leonel Brizola. Paralela à Alberto Pasqualini, ponte Léo Guedes tem fluxo de 10 mil veículos/dia | Foto: CARLOS QUEIROZ / ESPECIAL / CP

Travessia foi inaugurada pelo governador Leonel Brizola. Paralela à Alberto Pasqualini, ponte Léo Guedes tem fluxo de 10 mil veículos/dia
Crédito: CARLOS QUEIROZ / ESPECIAL / CP

LUCIARA SCHNEID
luciara@correiodopovo.com.br

A ponte Alberto Pasqualini, na BR 392, antiga ligação entre Pelotas e Rio Grande, hoje desativada, teve seu futuro definido pelo Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit). Após a contratação de empresa para realizar avaliação da estrutura, sem uso há cerca de três décadas, foi confirmada a possibilidade de desenvolver reforço na construção e promover a restauração da ponte, inaugurada em julho de 1963. Edificada ao seu lado no ano de 1974, a ponte Léo Guedes é a atual via pela qual ocorre o deslocamento diário de aproximadamente 10 mil veículos sobre o canal São Gonçalo.
Com a confirmação da duplicação da BR 392, restava ainda definir o trabalho a ser feito no trecho, que poderia gerar problemas de fluxo ao trânsito caso não fosse adaptado. As opções seriam a restauração da Alberto Pasqualini ou, em caso de impossibilidade, a construção de uma nova ponte. De acordo com o superintendente regional do Dnit, Vladimir Casa, foram feitas medições e testes que determinaram a capacidade de reestruturação da ponte. ''Será feito reforço estrutural completo, inclusive com o alargamento da ponte, pois a construção atual é muito estreita'', afirmou.
O superintendente informou, no entanto, que ainda não ficou definido como será realizada a obra de restauro, mas confirmou que ela será feita durante a duplicação da BR. A revitalização da ponte é avaliada positivamente também por Rui Klein, gerente de engenharia da Ecosul, concessionária responsável pela manutenção da pista. ''Vai trazer mais segurança e conforto ao trânsito'', disse o engenheiro. ''Se não fosse feito o restauro, a ponte se tornaria um gargalo ao trânsito. Seria um contrassenso não recuperá-la, já que a BR será duplicada e o perímetro urbano de Pelotas também'', diz.
Na década de 1960, o extinto Departamento Nacional de Estradas de Rodagem deu início à construção da ligação entre Pelotas e Rio Grande sobre o canal São Gonçalo. A ponte, batizada com o nome do político Alberto Pasqualini, foi inaugurada em julho de 1963 pelo então governador Leonel Brizola e, a partir de então, passou a colaborar com o transporte de cargas entre os municípios.
Caminhões maiores passaram a trafegar, na década de 1970, pela ponte com cargas que excediam a capacidade para qual a estrutura foi projetada. Fissuras e deficiências na construção tornaram-se evidentes e, em junho de 1974, a Alberto Pasqualini foi interditada. Hoje, a ponte é utilizada por pedestres, ciclistas, skatistas, pescadores e eventualmente por praticantes de esportes radicais como rapel e pêndulo.