 Valdemar Erani Cereça ficou uma hora e meia em poder da dupla Crédito: PAULO NUNES
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Valdemar Erani Cereça ficou uma hora e meia em poder da dupla
Crédito: PAULO NUNES
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A presença de espírito do taxista Waldemar Erani Cereça, 59 anos, salvou sua vida, ontem à tarde, quando era refém de dois assaltantes, que tomaram o seu táxi, em Porto Alegre. Após ficar uma hora e meia em poder dos criminosos, o taxista se livrou da dupla ao simular um ataque cardíaco, o que sensibilizou os bandidos. Eles deixaram o taxista na porta do Hospital Cristo Redentor e fugiram no carro da vítima, um Siena.
Quando os criminosos já estavam longe, Cereça avisou um colega e a Brigada Militar. Como o carro tem GPS, a BM localizou o veículo com os assaltantes em Alvorada. Houve tiroteio e um deles morreu, quando era levado ao hospital. O outro acusado, de 24 anos e em liberdade condicional, foi preso.
Por volta das 13h30min, os dois assaltantes tomaram o táxi na avenida Protásio Alves, debaixo do viaduto da rua Mariante. Segundo Cereça, com 30 anos de profissão e oito assaltos, eles pediram para ir até o hospital da PUC. Porém, quando entraram na avenida Ipiranga, o assalto foi anunciado, com um dos criminosos apontando o revólver para o taxista. A vítima foi obrigada a ir até o Beco do Carvalho e depois até Alvorada. "Em Alvorada, rodamos por vários locais, que eu nem conhecia", contou Cereça. "Em seguida, eles ordenaram que eu fosse para minha casa, pois queriam mais dinheiro e pegar alguns aparelhos eletrônico." Cereça atendeu à ordem, mas, quando estavam no Porto Seco, decidiu simular o mal súbito.
Após ser acionada, uma equipe do 20º BPM encontrou os dois criminosos na avenida Getúlio Vargas, em Alvorada, começando a perseguição. Houve troca de tiros, com o acusado morto - que estava na carona - disparando contra a viatura. Na rua Serapião Goularte, o acusado foi atingido e o outro parou o carro, decidindo se entregar.
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