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ANO 115 Nº 257 - PORTO ALEGRE, SEGUNDA-FEIRA, 14 DE JUNHO DE 2010

Mostra homenageia vida e obra do frei Rovílio Costa

 Exposição no Museu dos Capuchinhos reúne livros, cartas, fotos e outras peças ligadas à trajetória do pesquisador falecido em 2009 | Foto:  joão carlos romanini / especial / cp

Exposição no Museu dos Capuchinhos reúne livros, cartas, fotos e outras peças ligadas à trajetória do pesquisador falecido em 2009 | Foto: joão carlos romanini / especial / cp

Exposição no Museu dos Capuchinhos reúne livros, cartas, fotos e outras peças ligadas à trajetória do pesquisador falecido em 2009
Crédito: joão carlos romanini / especial / cp



A exposição "Frei Rovílio - Herança Cultural Viva" segue aberta para visitação, no Museu dos Capuchinhos do Rio Grande do Sul, em Caxias do Sul, até 20 de novembro. A homenagem ao frei capuchinho marca a passagem de um ano de seu falecimento, em 13 de junho, com destaques para sua trajetória e realizações. O prefeito de Caxias do Sul, José Ivo Sartori, durante visita à mostra, destacou que, a partir da obra do frei Rovílio Costa, foi instituído o Dia da Etnia Italiana, com data em 20 de maio, no Rio Grande do Sul.

O diretor do Museu dos Capuchinhos e curador da exposição, frei Celso Bordignon, ressalta que a iniciativa resume a obra e a vida de Rovílio. Segundo ele, novas peças ainda serão acrescentadas. O local pode ser visitado de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h e das 14h às 17h. O museu fica na rua General Mallet, s/n.

Frei Rovílio Costa foi um dos maiores pesquisadores da imigração no Estado e criou, há cerca de 30 anos, a Escola Superior de Teologia Edições, em Porto Alegre. Ele escreveu 20 livros e publicou outros 2 mil títulos. Entre os mais significativos, estão os que tratam do personagem Nanetto Pipetta, o qual personifica a saga da colonização italiana e que foi criado pelo frei Aquiles Bernardi. Reunir esse volume de material foi o maior desafio de frei Celso. "Como bom historiador, Rovílio guardava tudo. Cartas, fotos, medalhas e condecorações. Procuramos ressaltar aspectos do seu cotidiano", diz.

Antes de morrer, aos 74 anos, o escritor dedicou-se à história da escravidão negra. O frei Celso Bordignon considera a exposição uma forma de manter vivos a memória e o legado de Rovílio, importante pesquisador para o desenvolvimento da cultura no Estado.