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ANO 115 Nº 268 - PORTO ALEGRE, SEXTA-FEIRA, 25 DE JUNHO DE 2010

PELOTAS

Castelo pode virar patrimônio nacional

 Ofício enviado ao Iphan pede o tombamento da imponente construção de Pedras Altas | Foto:  moizés vasconcellos / especial / cp

Ofício enviado ao Iphan pede o tombamento da imponente construção de Pedras Altas | Foto: moizés vasconcellos / especial / cp

Ofício enviado ao Iphan pede o tombamento da imponente construção de Pedras Altas
Crédito: moizés vasconcellos / especial / cp



Uma das mais imponentes construções gaúchas pode, em breve, ser reconhecida como patrimônio nacional. O ofício contendo o pedido de tombamento do Castelo de Pedras Altas, na Zona Sul do Estado, foi entregue na quarta-feira, pelo deputado federal Fernando Marroni, ao presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Luiz Fernando de Almeida.

De propriedade da família do político Joaquim Francisco de Assis Brasil, o castelo construído entre 1909 e 1913 é reconhecido como patrimônio apenas em âmbito estadual, o que dificulta o acesso a programas federais de restauração e incentivo à cultura. "O local guarda boa parte da história do país no início do século XX. A preocupação é mantê-lo em condições de visitação e organizado para que este patrimônio sirva como disseminador de cultura", explica Lydia Pereira de Assis Brasil, neta de Assis Brasil e atual administradora da construção.

Com as paredes repletas de infiltrações, o castelo em estilo medieval guarda um rico acervo, em que se destaca a biblioteca com mais de 8 mil volumes. Com o encaminhamento do pedido ao Iphan, o objetivo é dar andamento ao projeto de restauro já apresentado ao Ministério da Cultura e captar recursos para a reforma. "Como se trata de uma riqueza de valor inestimável, o Iphan pode arcar com os custos da obra e colocar o castelo em condições de ser mais do que um ponto turístico importante da região Sul, mas também uma referência em termos de história do Rio Grande e do Brasil", explica Marroni. Ele lembra que no castelo foi assinado o acordo de paz que deu fim à Revolução de 1923.

De acordo com o presidente do Iphan, o processo de tombamento será tratado como prioridade para que o restauro se inicie o mais rápido possível, evitando que o acervo do local seja ainda mais atingido pela precariedade da estrutura.