 Barulho provocado pelas vuvuzelas nos estádios atrapalha até o trio de arbitragem, segundo os dirigentes da dupla Gre-Nal Crédito: hrvoje polan / afp / cp
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Barulho provocado pelas vuvuzelas nos estádios atrapalha até o trio de arbitragem, segundo os dirigentes da dupla Gre-Nal
Crédito: hrvoje polan / afp / cp
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JOÃO PAULO FONTOURA | jpfontoura@correiodopovo.com.br
Ao lado da bola Jabulani, as vuvuzelas estão entre os protagonistas da Copa do Mundo. As cornetas africanas que produzem um barulho quase ensurdecedor dentro dos estádios ganharam milhares de admiradores nos quatro cantos do planeta. Em Porto Alegre, modelos coloridos em verde e amarelo estão disponíveis ao torcedor. Porém, dificilmente elas poderão ressonar dentro do Olímpico ou do Beira-Rio.
O som que ecoa das cornetas não é a única questão analisada pela Brigada Militar e pelos dirigentes da Dupla. O fator segurança é o que preocupa. Para muitos, a inocente e alegre vuvuzela africana pode tornar-se uma arma perigosa na mão de torcedores irresponsáveis.
"Vamos ter que estudar este assunto. Eu já pensei sobre isso em virtude das reclamações que o pessoal está fazendo lá na África do Sul. Eu entendo que tenha que ser proibido, mas é uma questão que precisa ser discutida", afirma o tenente coronel Silanus Mello, comandante do Batalhão de Operações Especiais, que atua na segurança das partidas da dupla Gre-Nal.
No Grêmio, o responsável pela administração durante os jogos no Olímpico, Luis Moreira, concorda que a permissão ou não da entrada das vuvuzelas é uma decisão que não cabe aos clubes, e sim à BM. "Acredito que a Brigada Militar não permitirá. As cornetas podem ser arremessadas para dentro do campo, e isso implica até em interdição do estádio", alerta Moreira.
No Inter, o assunto também não foi levado à pauta, o que não impede que os dirigentes colorados opinem à respeito. "A princípio, as vuvuzelas são um transtorno, pois atrapalham o evento. Não discutimos esta questão ainda, mas eu não vejo nada de positivo nestas cornetas", admite Pedro Affatato, 1º vice-presidente do Inter. Emídio Ferreira, vice de patrimônio do clube, esteve nos estádios africanos e deve contribuir com relatos mais contundentes sobre o assunto.
"O barulho é muito alto e atrapalha até a arbitragem dentro do campo. E tem que analisar também o material que elas são feitas. Se for um material resistente, aí passa a ser perigoso para o público", finaliza o coronel Silanus.
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