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Não estou com inveja de o Rio de Janeiro ter sido escolhido como sede da Olimpíada de 2016. Estou feliz. E emocionado. Mas, e há sempre um mas em tudo, gostaria de ver os Jogos em Porto Alegre
Rio é uma cidade especialíssima. Sou fascinado pelo Rio, pela sua gente. Diria que o Brasil ama o Rio. O mundo ama o Rio. O Rio também é competente na arte de fazer lobby, pressionar politicamente, juntar forças. O Rio viu no esporte uma saída para seus problemas crônicos. Por meio do esporte vai captar dinheiro como jamais captaria.
No Pan, o governo federal despejou R$ 4 bilhões na Cidade Maravilhosa. O Rio é uma das cidades-sede da Copa de 2014. Mais dinheiro. Os Jogos atrairão investimentos na ordem de R$ 25 bilhões.
O Rio do futuro passa pelo esporte.
R$ 25 bilhões
O projeto olímpico do Rio de Janeiro está orçado em R$ 25 bilhões. Alguém lembra do primeiro orçamento do Pan-Americano de 2007? R$ 400 milhões. Parou nos R$ 4 bilhões. Cerca de 72% dos R$ 25 bilhões serão destinados às obras de infraestrutura necessárias, incluindo as reformas do aeroporto e do metrô. Os Jogos mudarão a cara da cidade.
Mudanças
Cobri cinco Olimpíadas (Barcelona, Atlanta, Sidney, Atenas e Pequim). A realização dos Jogos provoca muitas mudanças na cidade. Para melhor. Em Atenas, onde estive ao lado do companheiro Rodrigo Koch, foram construídas ou reformadas centenas de rodovias. Ganham todos, pois os Jogos respingam por todo o país, alavancando o esporte de alto rendimento.
Respingo
Clubes como Sogipa e União, formadores de atletas e incentivadores do esporte de alto rendimento, certamente passarão a ter um tratamento diferenciado por parte do governo federal, do COB e das confederações, na medida em que a ordem no país-sede dos Jogos é melhorar sua performance em relação aos Jogos anteriores. Na Sopipa, a escolha do Rio foi festejada com champanha.
Jogos e Copa
O Brasil esportivo está efervescente. A Copa do Mundo em Porto Alegre deverá trazer a reforma do Aeroporto Internacional Salgado Filho, a execução do projeto Portais da Cidade, a duplicação da avenida Beira-Rio e a reestruturação do sistema de transporte público da cidade. Mais: segundo o secretário estadual extraordinário da Copa, Paulo Odone, será necessário que a ponte sobre o Guaíba seja duplicada, para facilitar o acesso de quem vem dos países do Prata. A União ainda não disse quanto irá investir. A questão da mobilidade urbana deverá consumir R$ 4 bilhões.
Repercussão
Do jornal espanhol El Pais: 'Río de Janeiro gana, Madrid dice adiós al sueño olímpico. Chicago y Tokio caen en primera y segunda votación y Madrid pierde en la final. Madrid ha caído en la final ante Río de Janeiro y ha rozado el sueño olímpico. La candidatura española ha llegado hasta el final aunque no ha podido vencer a la ciudad carioca que celebrará los primeros Juegos de Suramérica''. Ao lado uma proposta de mascote dos Jogos no Rio feita pelo cartunista gaúcho Leandro Dóro: ''Optei por esse símbolo para lembrar que essas Olimpíadas serão construídas também para as crianças de hoje'.
Tiro livre
Fábio Mundstock envia estatística sobre o goleiro Victor, do Grêmio: 99 jogos, com 57 vitórias, 20 empates e 22 derrotas; 180 gols pró Grêmio e 91 contra; média de 0,92 gol por jogo; em 41 jogos não tomou gol (41,41% dos jogos). Ainda: maior número de gols sofridos: 4 (em 3 oportunidades); perdeu apenas uma partida no Olímpico; três cartões amarelos e um vermelho.
Fábio em gremioacimadetudo.blogspot.com: 'Escalone-se os salários por desempenho e faça com que se aposente com a camisa 1 tricolor. Afinal de contas, um grande time não começa pelo goleiro? Victor vale muito mais do que 4 ou 5 milhões de euros. Os benefícios de um líder, de uma lenda são muito maiores do que o valor do seu passe. A torcida precisa de um ídolo, de uma referência como base de valor para o aumento da sua paixão'.
hiltor@correiodopovo.com.br
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