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O policial militar Alexandre Curto dos Santos, 38 anos, declarou ontem que não atiraria contra o sem- terra ÉltoBrum da Silva, 44 anos, caso soubesse que sua arma estava com munição letal. Em entrevista exclusiva ao repórter Jimmy Azevedo, da Rádio Guaíba, o soldado da Brigada Militar relembrou os momentos que antecederam o disparo que resultou na morte da vítima, durante a operação de reintegração de posse da fazenda Southall, ocorrida no dia 21 de agosto passado em São Gabriel. O brigadiano, do 6º RPMon, com sede em Bagé, foi acusado de homicídio. "Se tivesse com uma arma com munição letal, não teria feito isto", reafirmou.
O soldado Alexandre contou que visualizou o sem-terra junto de um colega seu que estava a cavalo. "Em um ato de reflexo, calculei que ele puxaria as rédeas do cavalo do meu colega para deitá-lo", relembrou, ao falar sobre a reação que teve naquele exato momento.
O soldado atirou na "certeza que não causaria uma lesão letal". O estampido diferente da arma, observou, chamou imediatamente sua atenção. "Vi que se tratava de cartucho letal e, a partir desse momento, não vi mais nada, fiquei completamente paralisado", recordou Alexandre, acrescentando que ficou "em estado de choque".
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