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ANO 115 Nº 58 - PORTO ALEGRE, SEXTA-FEIRA, 27 DE NOVEMBRO DE 2009

Rigotto reafirma que não é candidato ao Piratini

Ex-governador anuncia que está preparado para concorrer ao Senado

 Rigotto diz que Fogaça é o candidato do PMDB<br /><b>Crédito: </b>  Alexandre mendez
Rigotto diz que Fogaça é o candidato do PMDB
Crédito: Alexandre mendez
Rigotto diz que Fogaça é o candidato do PMDB
Crédito: Alexandre mendez

O ex-governador Germano Rigotto (PMDB) afirmou ontem, em entrevista coletiva, que não concorrerá ao Palácio Piratini nas eleições de 2010. Ele reiterou por diversas vezes que a decisão é irrevogável e que, agora, irá organizar a candidatura ao Senado. "Estou preparado, o partido sabe disso. Não entro como mais um senador. Tenho trânsito para fazer as reformas que estão paradas. É um desafio novo", entusiasmou-se.

O candidato natural da sigla ao Estado, no entendimento de Rigotto, é o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB), que também faz questão de repetir que está focado na tarefa de completar o mandato de administrador da Capital. "O Fogaça não pode assumir uma candidatura agora. O nome dele vai ser explicitado no momento certo", declarou, acreditando que o seu correligionário mudará de opinião. "Quem tem dois candidatos não tem nenhum", afirmou.

Rigotto acredita que o partido dispõe de bons quadros para escolher um terceiro candidato, considerando a hipótese de Fogaça manter a decisão pública de não renunciar ao mandato de prefeito.

O ex-governador justificou a decisão ao afirmar que a indefinição e a frustrada pré-candidatura à Presidência, em 2006, impuseram derrota ao projeto da sua reeleição ao Piratini na época. "A questão nacional retardou as negociações, perdemos aliados. Não podemos demorar de novo." Ele ainda disse que será mais fácil formar coligações em torno da eventual chapa de Fogaça, pois algumas forças políticas, como o PDT e o PTB, estão aglutinadas na administração da Capital. Rigotto também manifestou preocupação com a possibilidade de ser considerado culpado por algum fracasso eleitoral. "Amanhã eu posso ser responsabilizado pelos erros. Poderiam me culpar por não haver coligação com o PDT", declarou.

Emocionado, o ex-governador ficou com os olhos marejados, balbuciou e chegou a interromper o pronunciamento em vários momentos. No entanto, garantiu que a instabilidade não era fruto de mágoas com o PMDB, que desde o início demonstrou preferência pela candidatura de Fogaça ao Piratini. "A minha emoção é por decepcionar aqueles que me apoiam."





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Charge publicada no jornal Correio do Povo<br /><b>Crédito: </b> TACHO
Charge publicada no jornal Correio do Povo
Crédito: TACHO

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