 Arruda apareceu apoiado em um andador para ler comunicado na residência oficial Crédito: valter campanato / abr / cp
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Arruda apareceu apoiado em um andador para ler comunicado na residência oficial
Crédito: valter campanato / abr / cp
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O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (Dem), responderá às denúncias de que chefiava um esquema de recebimento e distribuição de propina sem sustentação da sua base aliada na Câmara Legislativa e com a equipe de secretariado desfalcada. Ontem, no decorrer do dia, PPS, PDT e PSB anunciaram a saída de seus correligionários que ocupavam cargos de primeiro e segundo escalão do governo.
A executiva nacional do PSDB se reúne hoje para decidir se continuará ou desembarcará do governo do Distrito Federal. Arruda tinha, antes da crise, o apoio da maioria da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Dos 24 deputados distritais, apenas cinco costumavam votar contra os interesses do governador: Cabo Patrício, Paulo Tadeu, Chico Leite e Erika Kokay, do PT, e José Antônio Reguffe, do PDT. Com a provável saída do PSDB da base aliada, serão cinco deputados a menos na contagem de apoio ao governador.
Outros oito deputados - Dem, PMDB, PSC, PRB e PP - são investigados na operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. Eles responderão processo por quebra de decoro parlamentar, decidiu ontem a mesa diretora da Câmara Legislativa.
Das 21 secretarias de governo, o PDT chefiava três: do Trabalho, da Educação Integral e de Escolas Técnicas. O PPS abriu mão de duas secretarias: da Saúde e da Justiça. Em nota, o PSB anunciou a entrega do cargo de diretor-presidente da Emater/DF e a abertura de processo para expulsar o deputado Rogério Ulysses, citado no inquérito da Operação Caixa de Pandora.
Arruda leu ontem, no Salão Verde da residência oficial, no final da tarde, um comunicado. Ele chegou com um andador e o pé imobilizado em função de uma cirurgia.
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