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O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (Dem), garantiu ontem que não deixa o cargo. "Estamos firmes, vamos até o fim", disse, depois de pronunciamento de sete minutos, no qual tentou desqualificar as denúncias feitas contra ele. Ele se defendeu da acusação de recebimento irregular de dinheiro de Durval Barbosa, seu ex-secretário de Relações Institucionais.
Em comunicado lido por Arruda na residência oficial do governo, em Águas Claras (DF), Barbosa foi acusado de atacar o governador por ter interesses contrariados. "Durante oito anos, o denunciante Durval Barbosa, hoje réu em 32 processos, todos por atos praticados no governo anterior, foi presidente da Codeplan, empresa de informática do governo Roriz. Recursos eventualmente recebidos por nós do denunciante para ações sociais nos anos de 2004, 2005 e 2006, entre os quais o que foi exibido pela TV, foram regularmente registrados ou contabilizados, como foram todos os demais itens da campanha eleitoral. Na montagem da equipe de governo, o denunciante desejou continuar na empresa de informática. (...) não concordamos com sua permanência no mesmo posto."
Arruda alegou também que "defeitos ou aquecimento e resfriamento do aparelho de gravação acabaram por truncar e comprometer o teor e o sentido da conversa, inclusive com a desconfiguração dos dados armazenados". Mais cedo, ele havia se reunido com a cúpula do Dem para dar explicações. Não conseguiu convencer os colegas.
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