 Crédito: ricardo giusti
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A Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados promoveu quarta-feira reunião ordinária para debater, entre outros assuntos, o projeto de lei do deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS), que 'dispõe sobre a compensação de débitos tributários a ser feita por entidade desportiva da modalidade futebol que realiza obras de construção, modernização e reforma de seu estádio escolhido para sediar jogos da Copa 2014. O relator, Valadares Filho, é pela aprovação. Foi pedido vista.
Dentro de um ano, no máximo, o projeto estará aprovado. Ou não.
O projeto trata da compensação de crédito da dívida hoje consolidada junto ao Refis. Curto e grosso: hoje a dívida do Inter com o Refis é de R$ 109 milhões. Se o clube gastar R$ 109 milhões em dinheiro próprio, sem financiamento, na reforma do Beira-Rio, ficarão elas por elas. O Inter quitará sua dívida histórica. Vale o mesmo para Atlético-PR e São Paulo.
É projeto de pai para filho. Hoje, o Inter paga mensalmente R$ 50 mil mensais ao Refis, num parcelamento é de 240 meses. Estaria tudo quitado. Digo ao deputado que se o projeto passar, terá que ser erguida uma estátua em sua homenagem no Beira-Rio. Pergunto a Beto Albuquerque se o Grêmio também receberia tal incentivo no caso da arena ser transformada em subsede da Copa do Mundo. Não. O projeto de lei diz que 'a compensação de débitos tributários a ser feita por entidade desportiva da modalidade futebol'. A arena será bancada por uma construtora, a OAS.
O que eu disse ao deputado, escreverei aqui: o governo federal tem sido condescendente com quase todos os grandes clubes do futebol brasileiro, que durante décadas deixaram de recolher impostos de valor insignificante se comparado ao dinheiro despejado no futebol.
Título
D’Alessandro realizou um partidaço na quarta-feira. Era contra o modestíssimo Náutico sem sete titulares, sei. Mas mesmo contra time tão modesto alguns jogadores sucumbiram. Pergunta: se D’Alessandro jogasse sempre como anteontem, o Inter não estaria em posição melhor na tabela? Esta sua surpreendente recuperação talvez tenha acontecido tarde demais para buscar o título. A má fase de D’Alessandro, o jogador mais técnico do time, pode ter comprometido irremediavelmente o sonho do tetra do Brasileiro. Em tempo: o argentino não figura na lista dos 40 melhores na sua posição da Bola de Prata da revista Placar. Andrezinho está em 12O. Ainda: o sempre disposto Guinãzu lidera o ranking dos volantes.
Mal pensado
Do conselheiro Juarez Aiquel em www.gremioindependente.com.br: 'Acho que o futebol foi mal pensado. O planejamento fica só no discurso, não há embasamento para uma política de futebol. Minha maior crítica foi trazer o Paulo Autuori sem que ele pudesse assumir, em meio a uma Libertadores. Esse é o antiplanejamento. O Autuori é um vitorioso, mas não tem a cara do Grêmio. E isso preocupa a mim e a toda a torcida. Sem falar que os resultados em campo são incompatíveis com os gastos. Em relação ao ano passado, temos mais despesas e menos resultados.
Desabafo de um sócio
'Sou sócio do Inter desde 2004. Prefiro pagar diretamente no clube. Quarta-feira, a minha entrada foi bloqueada. Tive que ir até a central de atendimento. Minha mensalidade estava 15 dias atrasada. O clube tem todo o direito de não permitir o acesso de sócios inadimplentes, mas acho que faltou bom-senso. Poderiam ter permitido o meu acesso e retido a minha carteira, para que eu procurasse a central de atendimento e regularizasse a minha situação no dia seguinte. Percebi que o Inter adotou uma política de tolerância zero. Nós temos que ser tolerantes com uma direção que desmonta mais uma vez o time no meio do campeonato. Temos que ser tolerantes com jogadores que não têm amor à camisa. Temos que ser tolerantes com dirigentes que aumentaram a mensalidade em 2007 alegando o início das obras de cobertura do estádio, até hoje no papel, salvo a colocação de cinco pilares... Ou seja, essa direção pede tolerância, mas não a exerce. Mais uma vez coloco que é direito do clube não permitir o ingresso de quem está com o pagamento em atraso, mas é preciso bom-senso. A partir de hoje, terei tolerância zero com essa direção também. Grande abraço, Leonardo Holzmann Neves.'
É trecho de um e-mail. Amigo Leonardo. Sei da competência do vice-presidente de administração do Inter, Décio Hartmann, e do interesse em resolver este tipo de problema; na verdade, um probleminha. Talvez o clube possa adotar a sua sugestão de reter a carteira.
hiltor@correiodopovo.com.br
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