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ANO 117 Nº 117 - PORTO ALEGRE, QUARTA-FEIRA, 25 DE JANEIRO DE 2012

Centenário sobre o morro

Farol de Torres, um dos pontos mais visitados da praia do Litoral Norte, completa hoje cem anos

Ponto de grande visitação, Farol de Torres chega hoje aos cem anos | Foto: PEDRO REVILLION

Ponto de grande visitação, Farol de Torres chega hoje aos cem anos | Foto: PEDRO REVILLION

Ponto de grande visitação, Farol de Torres chega hoje aos cem anos
Crédito: PEDRO REVILLION

Se for contado as três construções, o Farol de Torres está completando hoje cem anos, O primeiro foi construído em 1912. Com uma estrutura feita em chapas de aço, durou pouco tempo e logo em seguida foi desativado. De acordo com o historiador Jaime Luis da Silveira Batista, do departamento Cultural da Secretaria de Turismo de torres, no final dos anos 20 do século passado, uma outra construção tomou o lugar do primeiro farol. Esta era uma espécie de andaime, com uma roda em cima, que possuía janelas com cores. Dentro, um lampião iluminava, enquanto a roda girava. Este ficou ativo até a construção do atual, já em alvenaria, azulejado, que foi desativado anos depois. Todos esses foram construídos no que se chama Morro do Farol, um dos locais mais visitados da praia do Litoral Norte e onde se pode praticar os voos de paraglider. Além desses, Torres possuí os faróis dos molhes, não tão carismáticos quanto os do morro. Os dois faróis desativados, de acordo com Batista, foram jogados morro abaixo. Naquela época, salienta o historiador, não existia uma consciência ecológica, muito menos de preservação do patrimônio. Tanto que foram integrantes da Marinha, responsáveis pelo farol, que jogaram as estruturas fora. "Elas (estruturas) eram inutilizadas e jogadas fora", contou Batista. "No sopé do morro foi feito uma espécie de depósito de lixo", completou o historiador.

Quem visita o Morro do Farol não sabe que também está pisando em um antigo cemitério. No início do século passado, Torres não tinha um local específico para enterrar os mortos. Os moradores locais levavam os seus entes queridos para o Morro do Farol e lá os enterravam. O cemitério funcionou paralelamente ao funcionamento do equipamento. Atualmente, salienta Batista, ainda existem sepulturas, que não foram retiradas e levadas para o atual cemitério. "Com o calçamento do local, os túmulos foram cobertos e não se sabe onde estão exatamente", contou. "Para descobrir os restos mortais de uma pessoa, só fazendo uma escavação", diz o historiador. A construção agora centenária também já foi objeto de um livro, "A História do Farol de Torres", lançado em 2006, pela AGE Editora, e escrito por Roberto Laitano Venturella (matéria abaixo).