Porto Alegre, domingo, 26 de Outubro de 2014

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ANO 117 Nº 188 - PORTO ALEGRE, QUINTA-FEIRA, 5 DE ABRIL DE 2012

Preso chefe de bando que traficava drogas

Segundo a Polícia, quadrilha usava violência para intimidar rivais

 Bando foi preso no bairro Restinga, na Capital, e na vila Elza, em Viamão | Foto:  bruno alencastro

Bando foi preso no bairro Restinga, na Capital, e na vila Elza, em Viamão | Foto: bruno alencastro

Bando foi preso no bairro Restinga, na Capital, e na vila Elza, em Viamão
Crédito: bruno alencastro

O traficante conhecido como Aranha foi capturado, na manhã de ontem, pela Polícia Civil. Ele foi um dos presos na Operação Spider, deflagrada ao amanhecer pela 1 DP de Viamão, sob comando do delegado Cleiton de Freitas. Outras seis pessoas, incluindo a companheira de Aranha, foram presas na ação que mobilizou 80 policiais civis em 30 viaturas na vila Elza, em Viamão, e no bairro Restinga, na Capital. Houve, ainda, a apreensão de dinheiro, drogas, celulares e de um Ford Ka usado por Aranha - que foi localizado e preso na Restinga.

Durante a operação, foram cumpridos nove mandados de prisão preventiva e outros 15 mandados de busca e apreensão. Um agente ficou ferido ao ter o braço cortado pelo vidro quebrado da porta da casa de um suspeito na vila Elza. O delegado Cleiton de Freitas revelou que a quadrilha atuava no tráfico de drogas e em roubos, além de cometer assassinatos. Segundo ele, o pai de um jovem envolvido com os acusados teve de pagar cerca de R$ 5 mil para o filho não ser morto por causa da dívida. Em relação aos homicídios, o delegado destacou que, em um dos casos, os traficantes amarraram, torturaram e mataram um jovem a tiros.

A quadrilha utilizava a força para intimidar rivais e manter o poder na vila Elza, eliminando até os próprios integrantes. "Moradores eram obrigados a guardar armas e drogas", acrescentou o delegado. Freitas observou que Aranha ordenava as mortes com alto "grau de violência", conforme escutas telefônicas feitas durante os nove meses de investigação. Vindos de algum fornecedor ainda não identificado, entorpecentes como crack, cocaína e maconha chegavam até Viamão antes de ser repassados para a Restinga e ao Litoral Norte, sempre transportadas em veículos.