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ANO 117 Nº 258 - PORTO ALEGRE, QUINTA-FEIRA, 14 DE JUNHO DE 2012

A revolução silenciosa da computação em nuvem

Reges Bronzatti

Desde o surgimento da Internet, vislumbra-se um novo tipo de empresa cujo produto ou serviço seja essencialmente embasado em um mundo virtual acessível a todos os consumidores do planeta. Negócios, na rede, nascem todos os dias, mas esbarravam na limitação do poder de processamento dos computadores físicos. Quando uma massa de consumidores se desloca virtualmente na rede, por conta de um boato ou de uma promoção, não há processamento que resista a tanta demanda. Esse limite está superado por um novo conceito tecnológico: a virtualização do próprio computador. Com a virtualização, um "servidor" não precisa ser mais uma máquina física. Agora passou a ser possível separar o processamento do "servidor" do próprio hardware deste computador. Se precisar de mais capacidade é, sim, possível só redimensioná-la, mesmo que isso signifique migrar de um datacenter do Brasil para Cingapura.

Com o uso generalizado da Internet, é fácil acessar esses serviços, pois isso reduz, nas empresas, custo de energia elétrica, de espaço e tempo de suporte técnico. Um pequeno negócio pode adquirir um servidor virtual que fica, na Rússia, sem se preocupar se deveria ter solicitado um mais poderoso para o caso de as vendas aumentarem mais que o planejado. Uma empresa de construção civil pode criar um sistema para controlar toda a execução da obra e excluí-lo quando esta for concluída. Não há porque reter servidores ou computadores estocados ao final. Com a computação em nuvem, ficou mais fácil para uma empresa crescer conforme a sua necessidade sem prejudicar o serviço ou gastar com capacidade que não é necessária. Comprar hardware pode ser, agora, totalmente desnecessário. Sob a ótica da eficiência, é melhor pagar somente pelo que se usa.

Vivemos hoje o sepultamento de alguns estereótipos da velha economia tradicional, em que tudo para ter valor deveria ser físico. Para o mundo dos negócios, não é mais. É uma revolução silenciosa, já que o consumo, via Internet, está sendo feito de forma transparente e indolor, ampliando o modo de acesso do consumidor. Usa-se celular, tablet ou notebook. Não importa o meio. O mercado disponível para uma pequena empresa não é mais a sua rua ou cidade, e sim o número de internautas globais que ela pode atingir. Como empresário, é melhor estar preparado para essa nova economia, sob pena de seu negócio ir para as nuvens.

presidente da Assespro-RS



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