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ANO 117 Nº 366 - PORTO ALEGRE, DOMINGO, 30 DE SETEMBRO DE 2012

Luxemburgo sem dono

Vanderlei Luxemburgo deixou bem claro que não é de ninguém. Luxemburgo vai decidir para onde irá na hora certa. Profissional de primeira, inteligente como é, não vai queimar etapas. Nem o filme. Em 1993, quando pegou um Grêmio quebrado, sem talão de cheques, Fábio Koff pensou em Vanderlei e Ênio Andrade. Quem tiver dúvidas consulte no Google. Tem várias matérias de jornal. Ênio estava saindo do Bragantino, acabou treinando o Inter, e Luxa estava na Ponte Preta. Paulo Odone é certo que quer Vanderlei, Koff não tem porque dizer o contrário agora e Bellini não é bobo para nadar contra a maré.

Voto útil

Em 2007, Odone já poderia ter varrido todo mundo do Conselho. Graças ao famoso voto útil, se manteve um certo equilíbrio. Senão, não haveria sequer candidato de oposição agora. Um clube de futebol vive de democracia, de pluralidade. Falo isso sem o menor interesse e, lembrando 2007, estou valorizando gente boa que lutou pela causa gremista. Agora, muitos entendem que são protagonistas, especialmente alguns que se aproximaram mais recentemente de Koff. Imprescindíveis foram aqueles que agiram e até acirraram em 2007. Clube de futebol não pode virar curral eleitoral. E como é bom não ter comprometimento para poder falar.

Rifar

O Inter não pode sair rifando jogadores. Coloca os que não quer mais para treinar em separado ou na reserva se for o caso. Vai conseguir repassar, com toda a certeza. Kleber, Bolatti, Bolívar e até Dátolo (eu continuo duvidando que o Inter vá prescindir dele) terão mercado sempre. E com a nova lei que manda pagar todo contrato, Alvorada é um bom caminho para os bicudos e os da zona de conforto. O prejuízo já existe. E se é para abrir caminho para os jovens, que se faça o mesmo que foi praticado com Fred. Escala. Pra isso tem que ter coragem.

Licenciados

Só a venda de produtos licenciados já poderia sustentar um clube. Cada vez mais, as agremiações mais bem estruturadas apresentam opções para seus torcedores. E, baseados nestes números da pesquisa de consumo, eles têm noção exata do que a população quer e gosta. Grêmio e Inter estão entre os mais organizados do país. O Flamengo é o que mais tem produtos pirateados.

Pautando

A minha pergunta no café da manhã de Koff, quando indaguei se ele se considerava favorito se passasse pelo Conselho, e ele disse que sim, segue pautando. E até é utilizada em questionamentos para Odone. No mesmo dia, eu disse que 20% ele faria até no Conselho do Inter, para afirmar que ele passaria com facilidade dentro do Conselho tricolor. Houve quem duvidasse. Ingenuidade. Ou pretensão?

Por onde anda

Marcelo Antônio Sangaletti. Zagueiro do Inter no ano da reação: 2003. Sangaletti nasceu em 1/6/1971 em Dois Córregos, São Paulo. Casado com Tézia. Pai de Ana Luíza, Ana Lígia e Luís Gabriel. Mora hoje em São Carlos, onde tem uma gráfica e uma loja para fitness. Está se aperfeiçoando em curso de gestão de pessoas, com técnica inovadora. Virá mostrar seu trabalho para Élio Carravetta nos próximos dias. Depois que largou a bola, chegou a ser gerente do Náutico, em 2008. Vive bem em função dos vários imóveis que comprou na época que jogava. Como atleta iniciou atuando na meia-esquerda do XV de Novembro de Jaú. Cursou Educação Física, mas paralelamente seguiu jogando. Juventus, Guarani, Corinthians, Sport, Santos, Náutico e Inter foram os times nos quais atuou. No Inter jogava como líbero. Teve muitos problemas de contusão e por isso abreviou a carreira em 2005. É torcedor colorado. Sobre a nova atividade, diz que não está preocupado em ganhar dinheiro, e sim em auxiliar os atletas para que vivam bem. Sempre ajudou fora de campo trocando ideias com treinadores e dirigentes e foi importante na guinada que começou a dar o Colorado.

História da vida

1987. Inter joga contra o Cruzeiro em Minas Gerais. Semifinais do Campeonato Brasileiro. Técnico Ênio Andrade. Eu e o colega João Garcia fomos conversar com o maior técnico gaúcho de todos os tempos. Ênio nos mostrou com todos os detalhes como ganharia do Cruzeiro. Jogada de Norberto pela direita com a conclusão de Amarildo. Não deu outra. Um a zero para o Inter com aquilo que ele previa. Ênio Andrade era um técnico simples. Sábio. Aliás, quem sabe da matéria não precisa ser balaqueiro.

Lei burra

A obrigatoriedade de ter preparadores físicos no comando das equipes é um grande equívoco. Não que isso não ajude, mas não é o principal. Assim como tem muitos ex-atletas que não têm o menor preparo para comandar um grupo, não é menos verdade que alguns preparadores físicos não sabem o tamanho de uma bola.

Preços altos

Muitos sócios do Grêmio não fizeram a migração por não concordarem com os salgados preços da Arena. É verdade que uma boa parte fez. Outros, no entanto, mandam e-mail, ligam, enviam torpedos reclamando de majoração que chega a 100%, dependendo da localização. A estratégia que eu antecipei aqui que aconteceria se verificou. O Grêmio foi majorando previamente. Sei que futebol custa caro, mas muitos não conseguem acompanhar.

Entretenimento

Sessenta por cento dos brasileiros consomem esporte. Surpreende o número apresentado em pesquisa, quando nos coloca em segundo lugar no mundo. Incrivelmente, passamos pelos Estados Unidos, ficando atrás apenas da China, que será eternamente a primeira. E o bom é que neste apanhado entra a importância da cobertura olímpica feita pela Record. Por isso que até hoje a repercussão é enorme. E por este motivo mais canais se instalam no Brasil, como a Fox, por exemplo.

Luiz Carlos Reche

lcr@radioguaiba.com.br



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