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ANO 117 Nº 366 - PORTO ALEGRE, DOMINGO, 30 DE SETEMBRO DE 2012

Koff e o abandono

Pesa contra Fábio Koff a acusação de ter abandonado o Grêmio nos últimos 16 anos. Poderia dizer que estamos diante de uma verdade sustentada por fatos. Com Koff, o Grêmio conquistou duas Libertadores e um Mundial; sem Koff, mergulhou na pior crise da sua história, ganhou as páginas policiais com o caso ISL e foi para a Segunda Divisão, de onde saiu graças a intervenção da gestão de Odone, que não apenas retirou o clube da humilhante posição de rebaixado como devolveu a grandeza institucional com a quitação de dívidas que se arrastavam há anos. Mas a verdade verdadeira não é esta, é outra: Koff jamais abandonou o Grêmio.

Carlos Josias, ex-integrante do Conselho de Administração do Grêmio, de relevantes serviços prestados ao clube na área jurídica, registrou não vai tempo em seu blog, numa coluna que leva o nome de "2 Toques", uma versão que, se não é nova, coloca os pingos nos is nesta questão: "Fala-se, hoje, muito, que Koff teria abandonado o clube e que agora, às vésperas da Arena, quer retomar. Koff, que inclusive foi aproximador do negócio Arena. Como já depus minudentemente em outros artigos, a partir da palavra do próprio Odone quando da nossa renovação de mandato em 2007, mesmo no Clube dos 13 auxiliou o Grêmio inúmeras vezes, como em 97 e 98, e em outros tantos episódios, na intermediação de negócios, adiantamentos, etc. Não deu publicidade a isto...".

Contra o tabu

O Grêmio tenta derrubar neste domingo mais um tabu: nunca venceu um jogo contra o atacante Neymar. De Luxemburgo: "Estatística não quer dizer que vai durar a vida toda. Essa coisa de nunca venceu desse, ou daquele é muito boa para clicar na Internet e fazer manchete no jornal. É legal, mas na prática só depois todo mundo vai saber". Este tipo de estatística, aliado ao momento do Grêmio, que busca o título, também motiva torcedor. Todos ao Olímpico hoje.

Fator local

O Grêmio tem feito prevalecer o fator local. Dos 49 pontos conquistados até aqui, 30 saíram do estádio Olímpico. Foram dez vitórias e duas derrotas, contra Portuguesa e Atlético Mineiro. Como visitante, o Santos perdeu sete das 13 partidas que disputou. Ganhou apenas três. Aqui, o Grêmio encara o Santos e, no Rio de Janeiro, o Fluminense terá um clássico pela frente, contra o Flamengo. É a briga pela liderança do Brasileiro quando o funil começa a apertar.

Mulheres I

A Pluri Consultoria realizou pesquisa em seis capitais (São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Salvador, Curitiba e Porto Alegre) sobre o interesse das mulheres por futebol. Os três principais motivos relatados por elas para não ir a um jogo: condição dos banheiros dos estádios, 81%; falta de segurança, 64%; e não gostam de futebol, 38%.

Mulheres II

Percentual de mulheres que foram a um jogo de futebol, no estádio, nos últimos 24 meses: 6%. Poderia jurar que era muito maior. Percentual de mulheres que poderiam passar a frequentar os estádios ao menos uma vez por ano, caso os problemas relatados fossem resolvidos: 41%. É um público a ser conquistado pelos clubes.

Tiro Livre

Outros motivos relatados pelas mulheres para não ir a um jogo no estádio segundo a pesquisa da Pluri: falta de cobertura nos estádios (chuva): 34%; preço dos ingressos, 32%; falta de companhia, 14%; e outros fatores somados, 21%.

A pesquisa aponta cinco bons motivos para atrair as mulheres para os estádios: maior propensão ao consumo, no estádio e fora dele, de produtos e serviços relacionados aos clubes; inibe a violência no estádio; dá ao evento um perfil de "mais festa" e "menos guerra"; desperta maior interesse de mídia e patrocinadores e favorece a formação de novos torcedores, pelo aumento natural do número de crianças nos estádios.

Vai algum tempo, realizei uma reportagem, que ganhou a capa do Correio do Povo, sobre o aumento do número de mulheres nos estádios Olímpico e Beira-Rio, com um dado interessante: elas já somavam mais de 20% do quadro social do Inter. As reclamações eram as que aparecem agora na pesquisa da Pluri.

Hiltor Mombach

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