Um terço dos crimes virtuais no Brasil são praticados por parentes, amigos ou conhecidos, aponta estudo

Entre as mulheres, 65% relataram algum tipo de abuso e, entre os homens, o índice foi de 58% – Foto: Marcos Santos / USP Imagens / Divulgação / CP

A Microsoft divulgou nesta quarta-feira um estudo que aponta que um terço dos crimes virtuais no Brasil são praticados por parentes, amigos ou conhecido das vítimas. No estudo realizado pelo Telecommunications Research Group em 23 países mostra o Brasil na 13ª posição no que diz respeito à exposição a riscos digitais, com um ICD (Índice de Cidadania Digital) de 71%. Entretanto, o país é o segundo no planeta em exposição de risco para jovens entre 18 e 34 anos, com 81%.

O dado que mais chamou a atenção da gigante norte-americana foi o fato de que em 30% dos casos ocorridos no Brasil, as vítimas de crimes cibernéticos tinham contato pessoal com o responsável. O Índice é um pouco menor do que o registrado no mundo, 36%. Entre os brasileiros ouvidos, 57% das pessoas conheciam o algoz de alguma maneira, presencial ou virtualmente.

Entre os maiores riscos online mais citados pelos Brasileiros estão: os contatos indesejados , com 51%, solicitações sexuais, com 23%, fraudes, com 21%, recebimento de mensagens sexuais indesejadas, com 21%, e assédio (não sexual) com 20%. Eles também citaram que 51% tem extrema ou muita preocupação com riscos digitais, enquanto 23% não se enxergam ameaçados.

O estudo considera como assédio os seguintes tipos de comportamento online: assédio (ofensas online, excluindo conteúdo de cunho sexual), contatos indesejados, mensagens sexuais indesejadas, cyberbullying ou misoginia. Entre as mulheres entrevistadas, 65% relataram algum tipo de abuso, em paralelo a 58% dos homens. Segundo o levantamento, os adultos foram os mais afetados por esses casos, relatados por 66% dos entrevistados. Entre os jovens, o índice é de 58%.

Os dados positivos da pesquisa é que 82% demonstraram preocupação em tratar o próximo com respeito e dignidade, contra 71% na média global. Mais da metade dos entrevistados, 55% deles, declararam-se confiantes em gerenciar os riscos online. Ainda, 46% afirmou saber onde buscar ajuda quando necessário.

As mulheres, mais precisamente, 88% das entrevistas afirmam refletir antes de responder conversas das quais discordam, contra 63% dos homens. O maior índice de civilidade digital constatado no estudo ocorreu entre os usuários de 50 a 74 anos – por exemplo, 92% afirmam tratar pessoas com respeito no ambiente online.

Infográfico: Microsoft / Divulgação / CP

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