Zuckerberg admite erros em caso de vazamento de dados do Facebook

Foto: Jim Watson / AFP

Após um período de silêncio preocupante, o fundador e CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, finalmente se manifestou sobre o caso de vazamentos de dados da plataforma para a empresa Cambridge Analytica. Em uma postagem na rede social, Zuckerberg disse estar trabalhando para entender o aconteceu e assegurar que isso não se repita. “Temos a responsabilidade de proteger nossos dados, e se não conseguimos, não merecemos trabalhar para vocês”, escreveu. O fundador do Facebook admitiu erros da plataforma, mas garantiu que “as ações para prevenir que isso volte a ocorrer novamente já foram tomadas anos atrás”. “As medidas mais importantes para evitar que isto aconteça novamente já foram tomadas anos atrás, mas nós também cometemos erros, há mais ([trabalho) a fazer”.

O Facebook, um dos gigantes da indústria digital, enfrenta investigações dos dois lados do Atlântico devido a seu modelo de negócios, que permitiu à empresa de análise de dados Cambridge Analytica reunir informação sobre milhões de usuários. O executivo destacou alterações feitas na plataforma em 2014 contra aplicativos “abusivos” e que estas ações evitariam que qualquer outro app – como o da Cambridge – tivesse hoje acesso a tanta informação quanto no passado. “Investigaremos todos os aplicativos que tiveram acesso a grandes quantidades de informação antes de alterarmos dramaticamente nossa plataforma para reduzir o acesso em 2014 e faremos uma auditoria em qualquer app que tenha alguma atividade suspeita”, destacou o executivo.

A Cambridge Analytica obteve informações do aplicativo do pesquisador universitário Aleksandr Kogan, que compilou informações de milhares de usuários do Facebook que o baixaram, mas também de seus amigos. Zuckerberg destacou que embora este tipo de transferência não seja mais permitido, quer tomar medidas adicionais para “assegurar a plataforma”.

Reportagem do The New York Times e do The Observer revelaram que a empresa de inteligência Cambridge Analytica obteve, de forma ilícita, dados pessoais de 50 milhões de usuários da rede social. Isso permitiu que a empresa criasse ações de marketing digital para influenciar as eleições americanas que levaram Donald Trump à presidência e o referendo pré-Brexit, que decidiu pela separação do Reino Unido da União Europeia. Nesta terça, o Parlamento britânico convocou Zuckerberg, a prestar esclarecimentos. Do outro lado do Atlântico, a agência reguladora de comércio americana (FTC, na sigla em inglês), começou uma investigação sobre o assunto.

Fonte: Correio do Povo e AE

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