Líderes europeus exigem proteção de dados de cidadãos após escândalo do Facebook

Foto: Luis Acosta / AFP / CP

Os líderes europeus pediram nesta quinta-feira às empresas digitais para que garantam “uma proteção total da vida privada” dos cidadãos, em pleno escândalo sobre o uso de dados de milhões de usuários do Facebook. “As redes sociais e as plataformas digitais devem garantir práticas transparentes e uma proteção total da vida privada e dos dados pessoais dos cidadãos”, assinalaram os 28 em uma declaração comum no primeiro dia de uma cúpula em Bruxelas. “As legislações europeia e nacional devem ser respeitadas”, acrescentaram os líderes do bloco comunitário.

O Facebook está no meio de uma polêmica depois de ter sido revelado que uma empresa britânica, a Cambridge Analytica, usou os dados particulares de 50 milhões de usuários da popular rede social – sem a autorização destes – para fins eleitorais.

O presidente do Parlamento europeu, Antonio Tajani, convidou o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, a se explicar ante os eurodeputados, que querem realizar uma investigação sobre esta “violação inaceitável dos direitos à confidencialidade de dados”. “Queremos saber se durante as eleições americanas e durante o referente sobre o Brexit foram usados dados para influenciar na posição dos cidadãos”, disse Tajani nesta quinta-feira em Bruxelas.

As autoridades encarregadas da proteção de dados nos países da UE ofereceram seu apoio nesta investigação aberta pelo regulador britânico sobre os dados da Cambridge Analytica. A comissária europeia de Justiça, Vera Jourova, assinalou que o uso abusivo desses dados pessoais constitui uma “ameaça contra a democracia”. “Isso coloca em dúvida a liberdade das decisões eleitorais”, declarou ante a imprensa em seu retorno de uma viagem aos Estados Unidos.

No dia anterior havia advertido que um escândalo similar ao protagonizado pelo Facebook poderia custar “muito caro” a partir de maio, quando entrará em vigor um novo regulamento europeu de proteção de dados pessoais. Quebrando o silêncio que mantinha desde o início da crise, a pior vivida pela jovem empresa, Zuckerberg se desculpou pelos erros cometidos por meio de um comunicado na quarta-feira. “Tratou-se de um abuso de confiança muito importante e estou penalizado”, declarou à emissora CNN, acrescentando que estaria disposto a prestar depoimento ante o Congresso americano.

Fonte: AFP 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *