Cruzeiro-RS quer se capitalizar com criptomoedas e dividir decisões com a comunidade

Capitalização via criptomoedas visa, entre outras coisas, acabar com a construção do estádio em Cachoeirinha – Foto: Ricardo Giusti / CP memória

Através das criptomoedas e de um software tipo game, o Cruzeiro de Cachoeirinha quer capitalizar o clube e dividir as ações administrativas e esportivas com os seus investidores. Com a previsão de captar R$ 60 milhões através de uma plataforma blockchain, tecnologia que visa a descentralização como medida de segurança, o projeto visa na conclusão do estádio iniciado em 2011 e na produção do projeto Cruzeiro Open Source (www.cruzeirothegame.com / CROS), jogo que será lançado no segundo semestre de 2019.

O CROS é um software que permite a interação e o acompanhamento da rotina do clube pelos seus assinantes. Funcionará como um jogo, no qual os participantes decidirão assuntos referentes ao time, como: escalação, contratações, acordos comerciais, preço dos ingressos e até design dos uniformes. Os treinadores irão interagir e trocar ideias com os assinantes pelo software, atuando como gerentes-executivos das decisões compartilhadas. Entretanto, os principais temas da gestão seguirão com a direção eleita.

“A intenção é criar uma relação próxima com sua comunidade, em Cachoeirinha, ao mesmo tempo reunindo interessados do mundo inteiro que desejem participar da indústria esportiva e ajudar a capacitar profissionais”, observa Paulo Antonio Doering, presidente do conselho do Cruzeiro.

Qualquer pessoa poderá investir através da Initial Coin Offer (ICO), a partir do segundo semestre, utilizando cartões de créditos, criptomoedas e moedas fiduciárias. Os investidores serão os primeiros usuários do game, mas no futuro será uma ferramenta aberta à comunidade, com níveis distintos de participação.

“O ICO será a forma pela qual o Cruzeiro OS irá financiar tudo o que precisa entregar: um estádio que comporta interatividade, estrutura de base, de equipe e tudo o que levar a excelentes resultados no médio prazo”, diz Roger Ilha Moreira, head de estratégia da Iconic, empresa responsável pela operação.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *