Câmara Brasil-Alemanha discutiu perspectivas da internet das coisas

 

Oscar Kronmeyer foi o palestrante durante evento | Foto: Guilherme Almeida

Os chips, para o século 21, terão – e já estão tendo – a mesma importância que o petróleo para o século 20. Esta é a opinião de Oscar Kronmeyer, executivo regional da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica no RS (Abinee), sobre a importância da Indústria 4.0. Mestre em Gestão de Negócios e professor universitário, ele foi o palestrante convidado desta sexta-feira da reunião da Câmara Brasil-Alemanha, realizada na Associação Comercial de Porto Alegre, e falou sobre as perspectivas do advento da chamada internet das coisas no Brasil e no mundo.

No país, de acordo com o palestrante, a realidade hoje é de um alto grau de ociosidade. Na sua visão, o funcionamento de uma fábrica apenas oito horas por dia, cinco dias por semana, representa apenas 30% de sua capacidade. Ainda conforme ele, as vantagens da Indústria 4.0 permitem autonomia progressiva, mas o país ainda está atrasado nessa inovação com relação aos outros países, principalmente a Alemanha, que, afirma é o mais avançado nesse sentido.

Possibilidade de maximizar os ativos é um dos principais avanços promovidos pela Indústria 4.0, na opinião do palestrante. Consequentemente, ela permite o aumento de produtividade. A internet das coisas pode ser definida como inteligência embarcada, ou seja, equipamentos que tem autonomia, se conectam entre si e se complementam. Ele cita como exemplo um transformador com tecnologia, que, antes de queimar, emite um alerta avisando o problema. “Hoje, a luta pela liderança tecnológica é uma luta de titãs. Ou você muda, ou você morre”, disse.

 

*Fonte: Henrique Massaro

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