Criado por gaúcho, App Felizz busca aumentar produtividade com funcionários engajados

Gustavo Marques Dias é criador de ferramenta de gestão – Fotos Divulgação CP

A produtividade de uma empresa sempre está conectada à motivação dos profissionais que fazem as engrenagens girarem, seja no escritório, numa loja ou numa fábrica. Manter a mentalidade positiva de uma equipe, contudo, pode ser uma apuração difícil para o RH e, às vezes, acabar vista como invasiva pelos profissionais.

Uma proposta para resolver esse problema é o aplicativo Felizz para celulares. A proposta é um monitoramento pró-ativo e de mentalidade positiva com os trabalhadores da companhia, utilizando técnicas modernas de smartphones e redes sociais.

Criador do Felizz, o gaúcho de Pelotas Gustavo Marques Dias explica como o aplicativo permite ter o “feedback” de cada funcionário sem invadir seu espaço, ou fazê-lo sentir forçado a repassar uma informação. “Nossa empresa entra para ser uma voz independente. Não somos subordinados e temos uma política muito forte de anonimato”, aponta. “O anonimato atual é colocar uma caixa de sugestões para o cara depositar papel na urna. Como eu chamo alguém para conversar, ou exponho um problema à equipe assim?”, pondera. “Com Felizz, eu posso expor meu sentimento e o RH pode atender à questão sem ferir anonimatos.”

“Se ele está feliz, ele diz e se algo não está legal, ou aconteceu um problema, ele avisa a empresa”, explica Gustavo, salientando que o funcionário pode escolher se a informação é identificada ou anônima. “A partir daí o RH tem condições de responder. O colaborador, às vezes, tem medo de uma represália”, reconhece. Casos extremos, contudo, podem ser registrados pela ferramenta e, então, revelados da forma apropriada. ” A gente só entrega a identidade em caso de assédio, ameaça, algo sério. De outra forma é totalmente secreto. A pessoa pode expor sem qualquer tipo de receio.”

Gustavo associa diretamente o desempenho dos colaboradores com seu estado emocional em relação ao emprego. “Tem uma frase muito boa do administrador Peter Drucker: ‘as pessoas são contratadas pelas habilidades técnicas e desligadas pelos seus comportamentos'”, sublinha o empresário. “A pessoa não é demitida por perder habilidades e sim por deixar de ter uma atitude apropriada”, comenta, acrescentando que raramente a responsabilidade é apenas do funcionário. “Normalmente é por acontecerem coisas desagradáveis com o colaborador que não se soube identificar. E o RH não tem como ver isso, trabalhando com um grupo grande, às vezes de 500 pessoas.”

Conforme Gustavo, Felizz não requer reuniões de treinamento extensas, ou consultorias especializadas para implementação. “Nossa ferramenta é simples e autoimplementável. A gente importa os dados a partir do software da empresa. Com isso, envia os e-mails para cada colaborador que explica a plataforma”, detalha. “Cada um faz login e senha, pode baixar no iPhone ou Google Play.”

“Depois que a gente cadastra, o resultado é imediato. uma empresa que implementa hoje, em 20 minutos está sabendo como estão os colaboradores”, garante.

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