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  • 06/04/2013
  • 13:41
  • Atualização: 13:58

Meteorologia confirma que Redentora foi atingida por tornado

Vendaval desalojou 150 caigangues da Reserva Indígena do Guarita

Reserva indígena foi atingida por tornado | Foto: Arisoli Corrêa Guerra / Especial / CP

Reserva indígena foi atingida por tornado | Foto: Arisoli Corrêa Guerra / Especial / CP

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Um tornado foi a provável causa da destruição registrada na Reserva Indígena do Guarita - Aldeia Estiva - em Redentora, na região Celeiro do Estado. A conclusão é da MetSul Meteorologia após análise dos danos e dos relatos dos moradores.

A mestre em Meteorologia pela Universidade de São Paulo (USP), Estael Sias, observou sinais característicos e evidentes da passagem de um tornado na reserva indígena. “Foi um evento de curtíssima duração, com danos severos numa faixa muito bem limitada, com objetos pesados sendo levantados no ar e ainda indo parar a uma grande distância”, explicou.

“Eletrodomésticos como refrigeradores e fogões foram parar no meio do campo”, ressaltou Estael. A especialista enfatizou que fenômenos capazes de provocar vento destrutivo como frentes de rajadas e microexplosões têm como característica vento horizontal em superfície, não levantando uma residência mais de 20 metros no ar, como se testemunhou na reserva indígena do município de Redentora. “Chama bastante atenção ainda que na análise de danos se observa que centenas de metros adiante da região mais atingida nada ocorreu”, destacou.

Mau tempo deixa 150 índios desalojados

Continuam alojados em um ginásio de esportes os 150 caingangues que tiveram as casas atingidas pelo vendaval da noite de quinta-feira. Dezessete índios da Aldeia Estiva, a maioria crianças, sofreram ferimentos e tiveram que ser atendidos no Hospital Santo Antônio, em Tenente Portela.  A ventania destruiu totalmente dez moradias e parcialmente outras 52.

Nessa sexta-feira com o tempo bom, índios, funcionários da prefeitura e voluntários começaram a recuperar a cobertura das residências. "Infelizmente, tivemos pessoas feridas, além de prejuízos elevados, mas vamos reconstruir e retomar a vida", afirmou o cacique da reserva, Valdonês Joaquim.

Os abrigados no ginásio receberam roupas, alimentos e colchões, destinados pela Defesa Civil. Também foram distribuídos milhares de metros de lonas para cobrir as casas que tiveram o telhado danificado. O coordenador regional da Defesa Civil, sargento Lauro Brites Lopes, disse que a população pode fazer doações e entregá-las no Setor de Assistência Social de Redentora. "No momento, precisamos de roupas, colchões e alimentos não perecíveis, móveis e materiais de construção também são bem-vindos", informou Lopes.

A direção do Hospital Santo Antônio informou que uma criança e um jovem foram submetidos a cirurgias e se recuperam bem. Outras 15 pessoas foram atendidas durante a noite de quinta-feira e liberadas. A aldeia fica às margens da ERS 330, entre os municípios de Miraguaí e Redentora.

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