Correio do Povo | Notícias | Luciana Genro abre voto pessoal em Tarso para o Piratini

Porto Alegre

24ºC

Ver a previsão completa

Porto Alegre, terça-feira, 18 de Dezembro de 2018

  • 22/10/2014
  • 20:32
  • Atualização: 20:42

Luciana Genro abre voto pessoal em Tarso para o Piratini

Possível reeleição pode manter comprometida carreira política da ex-candidata à Presidência

Luciana Genro abre voto pessoal em Tarso para o Piratini | Foto: Fabiano do Amaral / CP Memória

Luciana Genro abre voto pessoal em Tarso para o Piratini | Foto: Fabiano do Amaral / CP Memória

  • Comentários
  • Voltaire Porto / Rádio Guaíba

Foi com uma frase simples que a ex-candidata à Presidência da República pelo PSol, Luciana Genro, abriu o voto para o governo gaúcho: “Um voto de filha para pai. E porque o PMDB não é nem será uma alternativa para melhorar a vida do povo”, declarou, ao confirmar a escolha pelo petista Tarso Genro. O adversário do pai de Luciana na corrida pelo comando do Palácio Piratini é José Ivo Sartori, do PMDB. A assessoria de imprensa do PSol ratificou a escolha pessoal da ex-candidata, mas adiantou que ela não pretende se manifestar sobre o caso.

O problema é que, caso ocorra, a reeleição de Tarso vai seguir comprometendo a vida pública da ex-deputada federal. Nesse contexto, Luciana Genro se mantém impedida de disputar mandatos eletivos no Rio Grande do Sul por força da legislação eleitoral. O entendimento é de transferência de prestígio do governador para a filha, em função do cargo, mesmo que ela pertença a uma sigla de oposição.

O presidente do PSol, Pedro Ruas, eleito deputado estadual, reiterou que a postura do partido segue sendo a mesma. “Seja Tarso ou Sartori, nós somos um partido com a certeza de que vamos ser oposição ao futuro governo, independente de quem for o vencedor nas eleições. Não vamos nos vender a uma antiga política de interesse por cargos em troca de apoio”, declarou.

Entretanto, o partido não prevê retaliações a Luciana Genro pela posição anunciada. O ponto de vista é de que se trata de uma escolha pessoal. “Ela tem esse direito, não foi proibido ao filiado ou militante o direito de se manifestar. A nossa posição é política”, ponderou.

Para o Palácio do Planalto, o PSol manteve neutralidade, mas recomendou os filiados a não votar em Aécio Neves, do PSDB. Luciana também não pretende abrir o voto para a Presidência.