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  • 12/11/2014
  • 08:03
  • Atualização: 08:16

Deflagrada operação "Ave de Rapina" em RS e SC

PF investiga crimes contra administração pública em Florianópolis

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  • Correio do Povo

A Polícia Federal (PF) deve cumprir na manhã desta quarta-feira 38 mandados de busca e apreensão, mandados de prisão e de condução coercitiva no Rio Grande do Sul - Flores da Cunha, Porto Alegre, Santa Cruz do Sul  e Vera Cruz - e em Santa Catarina - Florianópolis e Joaçaba.  A operação Ave de Rapina tem por objetivo a desarticulação de organização criminosa voltada para a prática de crimes contra a administração pública do município de Florianópolis.

A investigação comprovou a existência de um esquema de corrupção inserido na Câmara de Vereadores, Instituto de Planejamento Urbana de Florianópolis/SC (IPUF) e na  Fundação Cultural Franklin Cascaes (FCFFC), no tocante ao recebimento de dinheiro de empresários por servidores públicos, em troca da manutenção ou elaboração de contratos milionários.

Em um primeiro plano, foi comprovado que empresas especializadas em radares e lombadas eletrônicas simulavam concorrência em licitações com o apoio de servidores, para garantir a elaboração de contratos com o poder público. Em troca, pagavam mensalmente propina aos integrantes da organização criminosa.

Em um segundo plano, constatou-se que empresários especializados em eventos festivos e culturais fraudavam licitações, também com a participação ativa de agentes públicos de Florianópolis, através do recebimento de informações privilegiadas relativas às empresas concorrentes e orientações de como proceder para fraudar o certame, com consequente desvio/apropriação de recursos públicos.

Finalmente, num terceiro plano, apurou-se que a existência de corrupção no tocante a elaboração de leis municipais em Florianópolis, visando beneficiar empresários, que pagavam altas quantas em dinheiro para ter seus interesses estampados nas normas municipais.

Durante as investigações foram comprovados a realização de depósitos e saques do dinheiro referente à propina, com a utilização da conta de laranjas e a apreensão de um valor de aproximadamente R$ 100 mil  no Rio Grande do Sul, juntamente com aditivos contratuais superfaturados afetos ao município de Florianópolis. A operação envolveu um efetivo de aproximadamente 200 policiais.