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  • 21/01/2015
  • 15:43
  • Atualização: 15:52

Pedro Ruas é o terceiro a abrir mão de reajuste de deputado em 2015

Governador, vice e pelo menos um secretário já anunciaram a mesma atitude

Vereador Pedro Ruas, do Psol, abriu mão do valor referente ao reajuste para deputados | Foto: Edson Sempe Pedroso/ Câmara de Vereadores / Divulgação / CP

Vereador Pedro Ruas, do Psol, abriu mão do valor referente ao reajuste para deputados | Foto: Edson Sempe Pedroso/ Câmara de Vereadores / Divulgação / CP

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  • Rádio Guaíba

Eleito deputado estadual, o hoje vereador de Porto Alegre Pedro Ruas (PSol) confirmou na tarde desta quarta-feira que irá optar pela doação mensal a 16 entidades assistenciais do valor do reajuste salarial garantido para os parlamentares da próxima legislatura a partir de fevereiro, quando assumirá a vaga na Assembleia Legislativa. Idosos, pessoas com deficiência, crianças carentes e doentes com câncer e diabetes, por exemplo, podem se beneficiar com a medida.

Além dele, Marcel Van Hattem (PP) e Tiago Simon (PMDB) já haviam anunciado a intenção de continuar recebendo o salário atual de deputado – R$ 20,2 mil – em vez do valor majorado – R$ 25,3 mil. O trio é estreante na Casa. Entre os parlamentares atuais que foram reeleitos, nenhum até agora se manifestou.

No início da semana, o governador José Ivo Sartori e o vice, José Paulo Cairoli, também formalizaram a decisão de abrir mão do reajuste, de R$ 17,3 mil para R$ 25,3 mil, e de 11,5 mil para R$ 18,9 mil, respectivamente.

Entre os secretários do primeiro escalão, apenas Juvir Costella (PMDB), da Pasta de Turismo, anunciou a intenção de fazer o mesmo, até agora. Ontem, ele sugeriu uma reunião entre os escolhidos para o primeiro escalão, a fim de que o governador defina uma diretriz sobre a questão, permitindo, por exemplo, que os colegas também possam renunciar à verba extra. Os secretários também tiveram os vencimentos elevados, de R$ 11,5 mil para R$ 18,9 mil.

O impacto inicial dos reajustes no Executivo e Legislativo deve ficar próximo de R$ 4 milhões. Já os reajustes aprovados para os demais poderes e órgãos correlatos – Tribunal de Justiça, Ministério Público, Defensoria Pública e Tribunal de Contas – chega a cerca de R$ 120 milhões