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  • 10/02/2015
  • 21:45
  • Atualização: 21:52

Cerca de 500 participam de pedalada em protesto por morte de arquiteto

Grupo colocou "ghost bike" no local em que vítima foi atingida em Porto Alegre

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  • Correio do Povo

Terminou com emoção, na noite desta terça-feira, a pedalada em protesto pela morte do arquiteto Joel Fagundes. Por volta das 21h40min, o grupo com cerca de 500 ciclistas chegou ao local do acidente, na avenida Severo Dullius. A "ghost bike", que ao mesmo tempo denunciou o atropelamento e homenageia o arquiteto, foi posicionada nas proximidades do local onde Fagundes foi atingido.

A manifestação, organizada pela internet com 1,2 mil confirmados, partiu do Largo Zumbi dos Palmares por volta da 19h30min. O grupo, ainda com cerca de 100 ciclistas no ponto inicial, cruzou a Erico Verissimo e seguiu pela José do Patrocínio, passando pela Praça Garibaldi. Na Borges de Medeiros, já eram cerca de 200 participantes.

Em seu destino final, nos arredores do aeroporto Salgado Filho já eram centenas de ciclistas e apoiadores, incluindo amigos e familiares de Fagundes. Os ciclistas denunciaram a violência no trânsito e realizaram um momento de reverência à vítima.

Taxista já foi condenado por homicídio de trânsito

O taxista envolvido no acidente prestou socorro à vítima e não conduzia o táxi embriagado, de acordo com a Polícia Civil. O homem de 33 anos, entretanto, já foi condenado por homicídio de trânsito. Em 2005 ele matou duas pessoas atropeladas na avenida Assis Brasil.

O trabalho da perícia deve identificar a velocidade do carro na hora da colisão, ocorrida na avenida Severo Dullius, próximo ao Aeroporto Salgado Filho. O caso é investigado pelo titular da delegacia de Crimes de Trânsito, Carlo Butarelli. O policial informou que os indícios colhidos até agora sugerem que deve haver indiciamento por homicídio culposo (sem intenção de matar). Ele ainda não analisou as imagens das câmeras de segurança instaladas na região.

Em 2007, a 1ª Vara do Júri de Porto Alegre condenou o taxista a 12 anos de prisão por homicídio. O motorista atropelou em 2005 Alessandro Boeira Inda, de 26 anos, e Daniel Vieira Lopes, de 22, que faleceram. Na ocasião, o taxista dirigia um Santana, em alta velocidade (acima de 130 km/h), com os faróis desligados e fugiu sem prestar socorro, apontou a investigação.