Correio do Povo | Notícias | Feministas denunciam suposta agressão policial em protesto na Feira do Livro

Porto Alegre

24ºC

Ver a previsão completa

Porto Alegre, domingo, 20 de Janeiro de 2019

  • 02/11/2015
  • 19:27
  • Atualização: 19:42

Feministas denunciam suposta agressão policial em protesto na Feira do Livro

Grupo afirma que ensaio artístico foi interrompido com violência pela Brigada Militar

Grupo afirma que ensaio artístico foi interrompido com violência pela Brigada Militar | Foto: Mauro Schaefer

Grupo afirma que ensaio artístico foi interrompido com violência pela Brigada Militar | Foto: Mauro Schaefer

  • Comentários
  • Correio do Povo e Rádio Guaíba

Cerca de 300 integrantes da Feira do Livro Feminista e Autônoma de Porto Alegre realizaram uma manifestação, no final da tarde desta segunda-feira, em protesto a ação de Policiais Militares (PM) na noite de domingo. As manifestantes partiram da praça onde um grupo de mulheres teria sido agredido, até a praça da Alfândega, onde ocorre a Feira do Livro. No local elas leram uma carta aberta com o relato sobre o ocorrido.

De acordo com o grupo, cerca de 30 mulheres estavam realizando um ensaio artístico, quando uma viatura com dois policiais parou no local. “Vieram, supostamente, devido ao barulho”, diz o relato. Os PMs estariam intimidando as presentes, o que gerou reações das mulheres, que além de se organizarem para ir embora, começaram a filmar a situação. O comandante do 9º Batalhão da Brigada Militar, tenente-coronel Marcus Vinicius Gonçalves Oliveira, informou que houve “uso médio” da força para conter a ação de pessoas que investiram contra a tropa.

“Em seguida chegaram outras viaturas com mais policiais que foram extremamente agressivos e marcadamente racista desde o início e tentaram deter uma de nós de maneira violenta”, conta o grupo. Ao todo, seis viaturas teriam parado no local. A partir da chegada, uma série de agressões físicas por parte da polícia teria sido desencadeada. “Nove mulheres ficaram feridas, sendo que quatro gravemente e precisaram de atendimento médico”, apontou a carta.