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Uma tragédia marcou o fim do mais recente caso de cárcere privado do Rio Grande do Sul, dois dias depois de se encerrar o mais longo, ocorrido em Canoas durante o feriadão de Carnaval. Em Tenente Portela, no Norte do Estado, Otávio Dornelles, 48 anos, matou a ex-mulher, Arlete Nair da Silva, com um tiro de revólver calibre 38, depois de mantê-la refém por mais de 12 horas, na casa dele. Em seguida, o homem atirou contra a própria cabeça, sobreviveu e foi levado para o hospital Santo Antônio, onde chegou sem vida. Ela teve morte instantânea.
Dornelles e Arlete estavam separados havia pelo menos três meses. Inconformado com a situação, ele fez várias ameaças de morte a ela, o que a levou a registrar o problema na Polícia Civil. Com base na Lei Maria da Penha, a Justiça decretou medida protetiva contra o homem, o que o impedia de se aproximar da ex-mulher. Na manhã desta quarta-feira, Dornelles forçou Arlete a entrar em seu carro e a levou para sua casa, no bairro Operário, onde ficou escondido e a manteve refém.
O delegado Vinícius Sattini, da delegacia de Tenente Portela, disse que a Polícia Civil, de posse de mandado de busca e apreensão, procurou o casal durante o dia. Ao chegar na casa dele, à tarde, o homem fez novas ameaças e desta vez dizia que cometeria o suicídio, caso os policiais entrassem na casa. Formou-se, desde as 18h, um gabinete de gerenciamento de crise, envolvendo policiais civis e militares, para dar início às negociações. Às 21h50min, o caso chegou ao desfecho trágico, quando Dornelles executou a ex-mulher e acabou tirando a própria vida.
Conforme o delegado, os policiais esperavam ter um desfecho melhor do caso, e estavam preparados para manter as negociações até a rendição do sequestrador. Sem explicar o que poderia ter dado errado no caso, Sattini tomou de imediato todas as medidas para socorrer o ferido e iniciar as perícias necessária.
Na última segunda-feira, terminou com final feliz o cárcere privado ocorrido em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Rodrigo Luciano Luz, 31 anos, se entregou à polícia e libertou a ex-mulher Josiane Ponte, 29 anos, depois de mantê-la por 70 horas sob ameaça e um revólver, na casa dela, situada no bairro Guajuviras.
Fonte: Renato Araújo / Correio do Povo
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