Porto Alegre, quinta-feira, 30 de Outubro de 2014

  • 20/04/2010
  • 16:38
  • Atualização: 16:43

Religioso de 83 anos preso por pedofilia em Alagoas é solto

Luiz Marques Barbosa vai responder pelo crime em prisão domiciliar

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  • AE

O monsenhor Luiz Marques Barbosa, de 83 anos, preso sob acusação de ter abusado sexualmente de coroinhas na cidade de Arapiraca, em Alagoas, foi solto nesta tarde. Ele vai responder pelo crime em prisão domiciliar, até que um pedido de habeas-corpus em seu dome seja julgado. 

Barbosa estava preso, desde domingo à noite, no quartel do 3º Batalhão da Polícia Militar. A ordem de soltura foi concedida pelo juiz Rômulo Vasconcelos, o mesmo que decretou a prisão do monsenhor a pedido do senador Magno Malta (PR-ES), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia, logo após o religioso prestar depoimento à Comissão, em Arapiraca. A prisão foi motivada pelo fato do monsenhor ter tirado um passaporte recentemente.

De acordo com a assessoria do juiz Rômulo Vasconcelos, o magistrado teria deferido o pedido de prisão domiciliar apresentado pelo advogado Edson Maia, levando em consideração a idade de Luiz Marques. Já o recurso com que o advogado do religioso entrou na Justiça, para que Luiz Marques responda pelo crime em liberdade, a assessoria do juiz informou que deve ser julgado até o início da próxima semana.

Para a defesa do religioso, Luiz Marques tem direito a responder em liberdade, porque tem residência fixa, não representa risco às investigações sobre o caso e é réu primário. O religioso foi flagrado em um vídeo durante relações sexuais com um jovem de 18 anos. Segundo o rapaz, o monsenhor tinha relações com ele desde os 14 anos, algumas vezes nas dependências da Igreja Católica, em Arapiraca.

Já o motorista José Reinaldo e a cozinheira Maria Isabel, que trabalhavam para o monsenhor, continuam presos, mas devem ser colocados em liberdade até sábado, quando encerra o prazo da prisão temporária. Eles foram presos por determinação do juiz Rômulo Vasconcelos, a pedido da CPI da Pedofilia, por falsos testemunhos. Eles teriam mentido e ocultado alguns fatos para proteger o monsenhor da acusação de abusar sexualmente dos coroinhas.


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