Porto Alegre

14ºC

Ver a previsão completa

Porto Alegre, sábado, 19 de Agosto de 2017

  • 11/03/2011
  • 15:51
  • Atualização: 18:01

"Parecia que estávamos no convés de um navio", diz gaúcho em Tóquio

Roberto Drebes estava no trabalho no momento do terremoto

Tremor ocorreu às 14h45, horário local, e pegou muitas pessoas no seu local de trabalho, como o gaúcho Roberto Drebes | Foto: Hiroki Duke Kobayashi / AFP / CP

Tremor ocorreu às 14h45, horário local, e pegou muitas pessoas no seu local de trabalho, como o gaúcho Roberto Drebes | Foto: Hiroki Duke Kobayashi / AFP / CP

  • Comentários
  • Rádio Guaíba

Morando em Tóquio há cinco anos, o porto-alegrense Roberto Drebs contou os momentos de pânico que viveu na tarde desta sexta-feira (madrugada no Brasil) durante o terremoto de 8,9 graus que atingiu a região Nordeste do país. "Aqui seguido tem terremoto. Eles começam devagar e logo terminam. A gente se acostuma. Dessa vez foi assustador porque não parava e cada vez ia ficando mais forte. O chão balançava, parecia que estávamos no convés de um navio", disse o gaúcho em entrevista à Rádio Guaíba.

• Leia mais sobre o terremoto no Japão

• Vídeos mostram tsunami na região

Doutor em informática, Roberto estava na empresa em que trabalha no momento do terremoto. Ele relata a dificuldade que sofreu ao tentar voltar para casa. “Todas as linhas de metrô de Tóquio foram suspensas. Ninguém tinha como se locomover, já que aqui ninguém usa carro para ir para o trabalho. Fiquei na rua até receber a notícia, pelo celular, que os trens tinham voltado a funcionar. Tinha que andar por estações até conseguir um vagão com espaço. Estava tudo lotado”, relata.

No caminho para casa, conta Roberto, os passageiros do metrô não demostravam estarem abalados ou assustados. “Os japoneses não demostram emoção. Não dá para saber o que estão sentindo. No metrô estavam todos quietos, parecia um dia normal”, afirmou. Ainda que o terremoto já tenha passado, Roberto segue em alerta. “Não sei se vou dormir esta noite. Comprei água e mantimentos e estou com uma mochila pronta. Segurança em primeiro lugar”, ponderou.

Antes de desligar a ligação direto de Tóquio, Roberto deixou uma mensagem aos brasileiros: “Aproveitem, vocês estão em um lugar abençoado, onde esse tipo de coisa não acontece. O Brasil tem coisas ruins, mas é um lugar muito bom de se viver”, finalizou.

Bookmark and Share