Porto Alegre, sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

  • 26/02/2012
  • 19:50
  • Atualização: 20:19

Programa Antártico Brasileiro deve sair fortalecido de acidente, diz pesquisador da Furg

Estação passará por reformulação após incêndio desse sábado

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  • Carmem Ziebell / Correio do Povo

O diretor do Instituto de Oceanografia da Furg (IO/Furg) e pesquisador Carlos Alberto Eiras Garcia disse, neste domingo, que o Programa Antártico Brasileiro (Proantar) deve sair fortalecido do incêndio na Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), base brasileira no continente gelado, apesar dos danos ocasionados pelo acidente ocorrido nesse sábado. Ele ressaltou que foram feitos grandes investimentos na estação na última década e que há grupos de pesquisa consolidados, com produção científica de qualidade.

Garcia acredita que o governo federal vai reformular a EACF rapidamente, dando continuidade e fomentando cada vez mais as pesquisas na Antártica. "Como há muitos grupos de pesquisa consolidados, principalmente após a realização do Ano Polar Internacional e com a criação de Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia dedicados aos estudos daquela região, o Programa Antártico sairá fortalecido com a reconstrução da EACF”, afirmou.

O incêndio na estação representa algo muito triste, segundo o pesquisador. "Em primeiro lugar, pelo trágico falecimento de brasileiros que lá atuavam. Em segundo, por danificar uma estrutura que o Brasil construiu a partir de 1984, com várias ampliações ocorridas ao longo das décadas, sendo a última há quantro ou cinco anos. Com certeza haverá danos às pesquisas desenvolvidas na EACF e à logística do Proantar como todo", observou, explicando que as informações que possuia até ontem eram as divulgadas na imprensa e por pesquisadores amigos.

Atualmente, o IO/Furg não conduz pesquisas na EACF. O Instituto, porém, realiza várias pesquisas oceanográficas nas águas da Antártica, com pesquisadores embarcados em navios da Marinha do Brasil. Também faz pesquisas na Ilha Elefante, próxima ao continente antártico. "Os grupos acampados ou embarcados em navios, a priori, não terão problemas para dar continuidade às suas pesquisas. Porém, os navios que os apóiam nas pesquisas terão também que atuar na ajuda à reconstrução da EACF", observou Garcia.

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