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Uma parceria entre a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) e a ONG Igualdade-RS viabilizou que travestis cumpram penas em celas separadas dos demais presos no Presídio Central, em Porto Alegre. Conforme a presidente da ONG, Marcelly Malta, o convívio com outros presos era marcado por humilhações, injúrias e pela ameaça constante de sofrer discriminação ou violência. "Levamos seis meses para executar o projeto de separação das celas, mas atualmente, nos espaços diferenciados, elas sentem-se mais felizes e com autoestima elevada", afirmou.
De acordo com a Susepe, medida semelhante só existe em Minas Gerais. As travestis estão formulando um projeto para que seja liberada a entrada de roupas íntimas e cremes na casa de detenção.
Conforme Analanda, 25 anos, e Tininha, 50 anos, travestis detentas e que colaboraram com o projeto, são necessários mais avanços no que diz respeito ao ambiente prisional. "Queremos ser vistas como ser humano, porque também temos sentimentos, famílias, direitos e amor próprio", disse Analanda. As duas foram ouvidas pela assessoria de imprensa da Susepe.
Fonte: Rádio Guaíba
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