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  • 29/11/2012
  • 20:10
  • Atualização: 21:04

ONU eleva status da Palestina para "estado observador"

Medida recebeu 138 votos favoráveis, apesar da oposição de Israel e Estados Unidos

Medida recebeu 138 votos favoráveis, apesar da oposição de Israel e Estados Unidos | Foto: Abbas Momani / AFP / CP

Medida recebeu 138 votos favoráveis, apesar da oposição de Israel e Estados Unidos | Foto: Abbas Momani / AFP / CP

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  • AFP

A Assembleia Geral das Nações Unidas votou favoravelmente à promoção de status da Palestina na ONU, nesta quinta-feira. Por 138 votos a favor, 9 contra e 41 abstenções, o Estado islâmico se tornou "observador não membro" da entidade política internacional.

Apesar da oposição de Israel e dos Estados Unidos, os pedidos do presidente palestino, Mahmoud Abbas, foram atendidos por ampla maioria. Ele argumentou que a atribuição do status à Palestina seria "a última oportunidade de salvar a solução de dois Estados", permitindo a paz entre palestinos e Israel.

Além de americanos e israelenses, outras sete nações foram diretamente contra a promoção de status: Canadá, Palau, Panamá, Ilhas Marshall, Eritreia, Micronésia e Nauru.

Em Porto Alegre, cerca de 6 mil pessoas de diferentes nacionalidades participaram, no final da tarde de hoje, da marcha de abertura do Fórum Social Mundial Palestina Livre. A multidão partiu do Largo Glênio Peres e se dirigiu até a Usina do Gasômetro, no Centro de Porto Alegre, onde ocorre a maior parte das atividades do evento. O fórum segue até sábado, com debates e palestras em diversos espaços públicos da Capital.

Este novo status internacional constitui uma grande vitória diplomática, mas expõe as autoridades palestinas a represálias econômicas por parte de Estados Unidos e Israel. Imediatamente após a votação, os americanos alertaram que "a decisão equivocada e contraproducente cria mais obstáculos" no caminho da paz. "Por este motivo, os Estados Unidos votaram contra", destacou a diplomata americana na ONU, Susan Rice.

"Os grandes anúncios de hoje logo passarão e o povo palestino despertará amanhã vendo que pouco mudou em suas vidas, exceto pela redução das perspectivas de uma paz duradoura", enfatizou a representante. "Esta resolução não estabelece que a Palestina é um Estado", acrescentou Susan.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, condenou severamente o discurso pronunciado pelo presidente palestino, Mahmud Abbas, que precedeu a decisão da Assembleia Geral: "A ONU escutou este discurso repleto de propaganda mentirosa contra o Tsahal (Exército hebreu) e contra os cidadãos de Israel", condenou.

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