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01/01/2013 14:27 - Atualizado em 01/01/2013 14:52

Porto Alegre começa 2013 com ruas vazias

Comércio estava quase todo fechado na capital gaúcha nesta terça-feira

Porto Alegre teve primeiro dia de 2013 sem grandes movimentações nas ruas<br /><b>Crédito: </b> André Ávila
Porto Alegre teve primeiro dia de 2013 sem grandes movimentações nas ruas
Crédito: André Ávila
Porto Alegre teve primeiro dia de 2013 sem grandes movimentações nas ruas
Crédito: André Ávila

O primeiro dia de 2013 iniciou com semblante de ressaca em Porto Alegre, depois do temporal da madrugada e dos festejos pela chegada do Ano Novo. Na Capital, pouca gente saiu às ruas. Parques tradicionalmente ocupados pelo lazer das pessoas restaram bucólicos nas primeiras horas deste ano.

“Vazia”, definiu a empresária Beatriz Martinewski, 61 anos, ao descrever as primeiras impressões sobre a cidade. Mesmo assim, ela e a cunhada Maria Regina, 61, não se encabularam. Chegaram na Redenção às 9h15min para a habitual caminhada. Tomaram chimarrão e jogaram pife com as cartas do baralho que as acompanha em dias de lazer. “A manhã estava boa, mas gostamos mais quando está agitado”, comentou Beatriz.

De fato, em sábados, domingos e feriados, a Redenção, o Parcão e o Marinha do Brasil costumam ser espaços de concentração de vida e atividade. Ontem, não. Via-se apenas algumas pessoas fazendo exercícios físicos, alongamentos, pedalando, caminhando ou conversando em pequenos grupos pelos recantos dos parques.

Ofegante, o eletricista Adriano Oliveira, 40 anos, despertou outra faceta da ressaca de Revéillon: “Tem um cigarro aí? Estou caminhando há uma hora e não encontrei nada aberto”, disparou sua percepção, em forma de pergunta e pedido.

Fechado. Assim estava quase todo o comércio da Capital. Nem mesmo os restaurantes abriram as portas em ambientes tradicionais de gastronomia como as avenidas Getúlio Vargas e José de Alencar, no bairro Menino Deus, e na Rua da Praia, no Centro.

Uma das raras expressões contrárias ao clima de melancolia pós-virada ficou por conta do exemplo de Ceci e Júlio Laporta. Aos 86 e 78 anos de idade, o casal não deu bola para a data festiva e abriu sua banca de jornais situada na Praça da Alfândega, às 7h30min, mesmo horário de todos os dias. “Temos que trabalhar. Para a gente, o dia 1º é um dia comum como outro qualquer”, garantiu a comerciante.


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Fonte: Luiz Sérgio Dibe / Correio do Povo






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