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O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro denunciou duas mulheres pelo furto do livro "Histoire des Oiseaux du Brésil" (História dos pássaros do Brasil). A obra de 1852 pertence ao acervo da biblioteca da Faculdade de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Se for condenada, a dupla pode pegar de dois a oito anos de prisão.
O furto ocorreu em fevereiro de 2006, quando elas entraram na biblioteca usando os pseudônimos de Júlia e Fátima, solicitaram o livro para consulta e levaram a obra rara. De acordo com a denúncia, testemunhas ouvidas na investigação da Polícia Federal, disseram que ambas teriam comparecido à biblioteca por três vezes, antes de cometerem o crime.
As falsas pesquisadoras tiveram suas identidades reveladas a partir da identificação do homem que as teria acompanhado em uma dessas visitas, bem como pelo número de celular que uma delas informou ao retirar o livro para consulta. Segundo o MPF, o homem esteve envolvido em diversos furtos de museus e bibliotecas.
Na denúncia enviada à Justiça Federal, o Ministério Público faz menção a uma cópia do documento de controle de entrada de leitores da Biblioteca Nacional, onde ambas, com seus nomes verdadeiros, estiveram na véspera de sua primeira visita à biblioteca da Faculdade de Belas Artes da UFRJ. Ao serem interrogadas no inquérito policial, as duas suspeitas negaram o furto, embora uma delas tenha sido reconhecida por bibliotecária da universidade.
De acordo com o procurador da República José Guilherme Ferraz, responsável pela denúncia, a Polícia Federal tem obtido êxito em identificar os autores em vários casos de furto de obras raras ocorridos no Rio de Janeiro, “a despeito das variadas estratégias empregadas pelos responsáveis por esse tipo de delito”. Ferraz alertou ao público em geral, e em especial aos que atuam no mercado de bens culturais, para que comuniquem ao MPF caso tenham conhecimento do paradeiro da obra furtada, bem como de outras que tenham sido alvo de crimes similares. “Se alguém vier a adquiri-las com ciência de sua procedência ilícita poderá responder por crime de receptação”, lembrou o procurador.
Fonte: Agência Brasil
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