 Real condição do presidente segue um mistério enquanto cúpula do governo se reveza em Havana Crédito: Venezuelan Presidency/AFP/CP
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Real condição do presidente segue um mistério enquanto cúpula do governo se reveza em Havana
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O vice-presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, retornaram esta quinta-feira à Venezuela após visitar, em Havana, o presidente Hugo Chávez. Maduro relatou que o presidente "continua batalhando por sua saúde", abalada seriamente por um câncer.
"Chegamos de Havana, Cuba, onde estivemos nas últimas horas acompanhando o presidente Hugo Chávez, levando-lhe o ânimo e a força do povo", explicou o vice à TV oficial.
A última informação oficial não define o estado de saúde em que se encontra o presidente. "Estável dentro de um quadro delicado", indicou na quarta-feira, em sua conta no Twitter, o marido de uma das filhas de Chávez, que também é ministro de Ciência e Tecnologia, Jorge Arreaza. No entanto, a esposa do presidente uruguaio, José Mujica, a senadora Lucía Topolansky, afirmou que seu marido está preocupado com a saúde de Chávez, que é "muito delicada e bastante imprevisível".
O certo é que Havana se transformou no centro de decisões da delicada situação que enfrenta o Governo venezuelano. Adán Chávez, o mais político dos irmãos do presidente, viajou na quarta-feira à capital cubana, onde já se encontrava o vice-presidente Nicolás Maduro, designado como o candidato chavista às eleições presidenciais que parecem ser cada vez mais a melhor saída institucional à crise desencadeada pelo agravamento do estado do presidente.
Além de Maduro e do irmão mais velho do presidente, estavam em Havana a procuradora geral e mulher de Chávez, Cilia Flores, e o genro do mandatário. De acordo com o diário Ultimas Noticias, o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, também viajou quarta-feira a Havana. Na oposição, o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, propôs nesta quinta que seja designada uma comissão política e médica, com participação opositora, que viaje a Cuba para "constatar de primeira mão a realidade sobre a saúde do presidente".
Em Washington, a porta-voz do Departamento de Estado afirmou que "em termos de qualquer transição, qualquer sucessão, deve ser constitucional e decidida pelos venezuelanos", enquanto negou qualquer envolvimento dos Estados Unidos. O secretário executivo da Mesa da Unidade Democrática (MUD), Ramón Guillermo Aveledo, classificou de "irresponsabilidade" o fato de o governo dizer que o presidente está "exercitando suas funções".
Desde que Chávez partiu para Havana para ser operado, o governo venezuelano, que sempre tratou com grande ceticismo qualquer informação relacionada à saúde do presidente, não apresentou nenhum atestado médico nem esclareceu se ele poderá comparecer à posse no dia 10.
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