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Maria Clara surfa no Litoral Norte
Crédito: André Ávila
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Promessa do surf, Maria Clara Spies dos Reis, de apenas 7 anos, começou no esporte neste verão e já pega, pelo menos, 20 ondas cada vez que entra no mar. “Da primeira vez peguei umas dez, depois 20”, conta a atleta. Os professores da escola onde ela pratica ainda estão impressionados com a destreza da criança. “Ela é talentosa. Tem gente que não consegue nem se equilibrar deitado em cima da prancha, mas a Clara tem jeito para a coisa”, afirma o instrutor, André Mendes, 21.
A mãe da menina, Carine Spies dos Reis, 38, não mede os elogios. Primeiro, ela não achou nada de mais a filha ter conseguido surfar as ondas. “Pensei que todos os alunos conseguissem na primeira aula, mas não é bem assim”, conta. Ela e o pai ficaram surpresos. “A Clara sempre gostou de fazer esporte e nós incentivamos”, comenta a mãe, que mora em Tramandaí. Como a família é do Litoral Norte, não será difícil para Clara seguir treinando.
Além do surf, ela gosta muito de futebol e já se lesionou duas vezes. “Perguntei para o pediatra se tinha problema continuar e ele disse que não. Eu encorajo ela, porque também gostava, mas me proibiram de jogar porque era coisa de menino. No surf também é assim. São poucas mulheres, mas ela deve continuar”, argumenta.
A prática também serve para a criança conhecer os riscos do mar. Só assim, a mãe fica mais tranquila com a possibilidade da filha cair em um buraco, ou ser arrastada pelo repuxo. “Ela já está nos ensinando. Já conhece o mar e isso me dá segurança”, explica.
Empresário surfa na companhia de labradora
Sobrevivente de um acidente em 1984, quando deslocou duas vértebras surfando, o comerciário Roberto Costa, 43 anos, passou por cirurgia e ficou quatro meses imobilizado, mas não deixou de praticar o esporte, assim que se recuperou. Desde os 16, ele sobe nas ondas de Imbé, balneário que continua frequentando todos os finais de semana. Hoje a família dele é de formada por surfistas. A filha Victória, 15 anos, o sobrinho Rafael e o irmão Luiz também entram na água. Mas quem chama a atenção mesmo é o mascote da família, a labradora Luna, 3 anos, que sobe em cima da prancha, provando que o esporte não é só para humanos. “Ela adora. Até pede para ir ao mar”, conta Victória.
É só o animal começar a surfar, que os veranistas param para olhar e fotografar. As crianças adoram e não conseguem acreditar. “Desde pequena, comecei a colocar ela na água para se acostumar e hoje ela vai com tranquilidade, não tem medo”, diz o comerciário.
Labradora Luna surfa junto com o dono e é atração na praia de Imbé / Foto: André Ávila
Beto, como é conhecido em Imbé, é um apaixonado pela água. Além de surfar, disputa competições de jet ski e coleciona troféus das duas modalidades. Na casa de praia, guarda também dez pranchas, cuidadosamente fixadas na parede. Três delas são iguais: uma é dele, outra da filha e a terceira do sobrinho. “Participamos de um campeonato em família e mandei fazer do mesmo estilo, cada uma do tamanho proporcional ao dono”, explica.
O surfista ajuda a sustentar o mercado do seguimento e investe aproximadamente R$ 3 mil somente em pranchas, acessórios e equipamentos a cada dois anos para praticar.
Fonte: Karina Reif / Correio do Povo
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