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04/01/2013 11:06 - Atualizado em 04/01/2013 11:27

Senadores exigem explicações da CIA por filme sobre Bin Laden

“A Hora Mais Escura” de Kathryn Bigelow estreia em 11 de janeiro nos EUA

A CIA teria informado à cineasta Kathryn Bigelow, que dirigiu o filme Zero Dark Thirty (“A Hora Mais Escura” no Brasil), sobre a caçada a Osama Bin Laden, que o uso de tortura teria ajudado encontrar o líder terrorista. Com isso, três importantes parlamentares americanos pediram ao diretor interino da agência de inteligência americana, Michael Morrel, que se explique a respeito. O objetivo é que a CIA facilite ao Congresso os detalhes de sua cooperação com Bigelow.

O filme Zero Dark Thirty tem estreia prevista para a maioria das salas de cinema americanas em 11 de janeiro e está bem cotada para a disputa do Oscar. A produção tem uma cena de tortura de alguns presos, que acabam dando informações essenciais sobre a localização do líder da rede Al-Qaeda, escondido em uma casa no Paquistão.

No entanto, a investigação parlamentar de mais de 6 mil páginas concluiu que a tortura não tinha proporcionado elementos novos sobre o mensageiro de Bin Laden, através do qual ele foi descoberto para ser assassinado por um comando americano em uma incursão secreta, em maio de 2011. Michael Morrel explicou, no entanto, em um correio interno de dezembro que, apesar de o filme ter exagerado no papel da tortura.

Em uma carta de 19 de dezembro, os senadores, entre eles o ex-candidato republicado à presidência em 2008, John McCain, fervoroso opositor à tortura, e Dianne Feinstein, presidente da Comissão de Investigação do Senado, exigiram do chefe da CIA que lhes mostre todos os documentos repassados à equipe do filme.

Em um e-mail de 31 de dezembro, os parlamentares pedem ainda que justifique sua afirmação de que a tortura havia desempenhado um papel na missão, embora tenha sido secundário. "Estamos (...) preocupados, levando em conta a cooperação da CIA com os diretores e as semelhanças do roteiro com declarações errôneas de ex-encarregados da CIA, sobre o fato de que os diretores tenham podido se confundir com informações transmitidas pela agência", escreveram os legisladores na primeira carta divulgada nessa quinta-feira à imprensa.

A equipe do filme se reuniu inclusive com Morell durante 40 minutos, indicam os senadores. Sob a pressão dos parlamentares, Kathryn Bigelow e o roteirista, Mark Boal, responderam em dezembro que "o filme (mostrava) que nenhum método foi totalmente decisivo na perseguição ao homem forte da Al-Qaeda”. Bin Laden, que reivindicou ser o responsável, entre outros, pelos ataques contra as embaixadas dos Estados Unidos de Quênia e Tanzânia em 1998 e dos atentados de 11 de setembro de 2001 contra as torres-gêmeas de Nova Iorque e o Pentágono, morreu em 1º de maio em sua residência de Abbottabad, Paquistão, em uma operação realizada por um comando de elite americano Seals.

Assista ao trailer do filme:



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Fonte: AFP






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