 Forte chuva que atingiu Xerém deixou centenas de pessoas desabrigadas Crédito: Vladimir Platonov / ABr / CP
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Forte chuva que atingiu Xerém deixou centenas de pessoas desabrigadas
Crédito: Vladimir Platonov / ABr / CP
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Um homem de 50 anos morreu na manhã desta sexta atingido por uma árvore no Alto da Boa Vista, zona sul da capital fluminense. Segundo o Corpo de Bombeiros, Roberto de Souza trabalhava próximo a uma encosta quando houve um deslizamento de terra com queda de árvores. No momento do acidente, chovia intensamente no local. Essa é a segunda morte confirmada no estado em decorrência da chuva. Nessa quinta, uma pessoa morreu em Xerém, distrito de Duque de Caxias, onde o Rio Capivari subiu ao nível das pontes e alagou diversos bairros.
Embora continue chovendo na cidade do Rio, a Defesa Civil do município registrou 14 ocorrências sem gravidade, entre 5h31min e 10h30min desta sexta-feira. A secretaria municipal de Assistência Social informou que, desde o início da tarde de ontem, 70 famílias ficaram desalojadas em decorrência da chuva. Os bairros mais prejudicados são Santa Cruz, Pedra de Guaratiba, Bangu e Inhoaíba, todos na zona oeste.
De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Assistência Social, parte dos desalojados foi acolhida em dois abrigos emergenciais montados na zona oeste. Os atendidos foram cadastrados e receberam colchonetes, kits alimentação e de higiene pessoal.
Por causa do mau tempo, os aeroportos Santos Dumont e Antônio Carlos Jobim operaram durante toda a manhã, com o auxílio de instrumentos para pousos e decolagens.
Alerta da Defesa Civil
A chuva acumulada nos dois últimos dias na região serrana, Baixada Fluminense e no sul do estado ainda poderá provocar deslizamentos de encostas e forçar a retirada dos moradores dessas áreas. O alerta foi dado pelo diretor do Centro Estadual de Administração de Desastres, tenente-coronel Gil Kempers.
Em entrevista à Rádio Nacional, ele explicou que tão importante quanto à força da chuva são os índices pluviométricos acumulados nos últimos dias, pois a água se infiltra no solo, deixando a estrutura geológica fragilizada e propensa a escorregamentos.
“Nossa preocupação é porque continua um volume de chuva na região serrana e na Costa Verde [sul do estado]. Os escorregamentos acontecem basicamente em função de um acumulado (de chuva) significativo. O volume horário de chuva não é tão importante neste momento quanto o acumulado de chuva. Se for um índice elevado em 24 horas já pode provocar escorregamento. Estamos monitorando essas regiões”, explicou o tenente-coronel.
Fonte: Agência Brasil
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