 País vizinho protege fronteira de reflexos dos combates entre rebeldes e regime de Al Assad Crédito: AFP/CP
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País vizinho protege fronteira de reflexos dos combates entre rebeldes e regime de Al Assad
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Tropas sírias, com o apoio da aviação, realizaram nesta sexta-feira grande ofensiva contra as forças rebeldes em localidades próximas da capital Damasco. O ataque ocorreu no momento da chegada de mísseis Patriot à vizinha Turquia. Os armamentos foram solicitados pelo governo turco após os disparos de morteiros sírios contra localidades na fronteira dos dois países.
Os mísseis Patriot não ficarão prontos de imediato, conforme tropas americanas que dão apoio à ação. Além dos Estados Unidos, Alemanha e Holanda também devem enviar duas baterias de Patriot e até 400 soldados cada uma. Em território sírio, o regime tenta manter o controle de Damasco e utiliza a aviação, sua principal arma no conflito, e artilharia pesada para bombardear localidades próximas a capital, onde a rebelião estabeleceu sua retaguarda para lançar ataques.
Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), novos reforços militares foram enviados para Daraya, que o Exército tenta reconquistar há duas semanas. As tropas fecham cerco a Muadamiyatmiyat al-Sham e Daraya, no sudoeste, onde as operações militares e ataques mortais se multiplicaram recentemente.
A rede de militantes opositores ao regime da Comissão Geral da Revolução Síria (CGRS) explicou que Muadamiyat al-Sham é "bombardeada diariamente porque fica na estrada para o aeroporto" Internacional de Damasco, palco recente de combates. O jornal Al-Watan, ligado ao regime sírio, indicou nesta sexta-feira que o Exército de Bashar al-Assad "ganhou na quinta-feira a batalha contra os terroristas em Daraya e destruiu seus últimos redutos", acrescentando que a frente jihadista Al-Nusra sofreu muitas baixas nos combates.
As autoridades sírias definem os rebeldes como terroristas, armados e financiados pelo exterior. As tropas do regime foram expulsas de amplas áreas do norte e do leste do país, mas tentam se manter em uma zona que vai do sul do país até a costa oeste, região natal de Assad, passando por Damasco e sua periferia.
A Síria mergulhou em uma guerra civil após a repressão do regime a uma onda de contestação popular que se militarizou. Os combates entre soldados regulares e desertores, apoiados por civis que pegaram em armas e também jihadistas do exterior, não tiveram trégua desde então. O conflito causou mais de 60 mil mortes, segundo a ONU.
Em um registro provisório da violência nesta sexta-feira, o OSDH contabilizou 115 mortos, sendo 66 civis, incluindo 51 em Damasco e em sua periferia. Entre as vítimas do dia estão um membro da família do general Rustom Ghazalé, chefe da Segurança política, e um jornalista pró-regime. Na quinta, 191 pessoas morreram. Durante a madrugada, um atentado deixou 11 mortos em Massaken Barzé, no norte de Damasco, onde vive uma grande comunidade alauíta, minoria religiosa a que pertence o presidente Bashar al-Assad.
Os atentados, principalmente com carros-bomba, se multiplicaram nos últimos meses na capital síria tendo como alvo prédios governamentais e das forças de segurança, mesmo com o forte esquema de proteção. Como a cada sexta-feira desde o início do conflito, manifestantes se reuniram em várias regiões do país a pedido dos militantes anti-regime e em apoio à cidade de Homs, que está sitiada há seis meses pelo Exército. Em página no Facebook, os militantes afirmaram que esse cerco mergulhava "cerca de 420 famílias muçulmanas e cristãs, incluindo 210 crianças de menos de doze anos e 34 bebês" em uma grave crise humanitária.
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