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A justiça bloqueou o confisco de um valioso imóvel da poderosa Sociedade Rural Argentina (SRA) em Buenos Aires, ao dar lugar a um amparo da entidade agrária. A Câmara Nacional de Apelação Cível e Comercial interrompeu as férias para conceder à SRA uma medida cautelar que bloqueia a recuperação do prédio por parte do Estado.
A decisão ainda não foi anunciada oficialmente porque "não pudemos notificar a Administração Pública. Tecnicamente não há as resoluções e as divulgaremos na segunda-feira quando tivermos notificado as partes", disse ao jornal Clarín Santiago de las Carreras, um dos integrantes da Câmara.
"O Estado apelará imediatamente da disparatada sentença" da Câmara, afirmou neste sábado o ministro da Justiça, Julio Alak. Ele lembrou que "a justiça considerou que a venda (do prédio) era nula porque tinha sido vendido a preço vil - de 30 milhões de dólares - com amplíssimos prazos e benefícios, e o Tribunal de Taxação determinou que este prédio valia 63 milhões de dólares", disse Alak em declarações ao canal C5N.
A presidente Cristina Kirchner assinou, em 20 de dezembro, um decreto que anula a venda que o Estado fez para a SRA em 1991 do Prédio Ferial de Palermo por considerar que foi pago "um preço vil" equivalente à metade do valor das terras. O governo tinha determinado que a Sociedade Rural desocupasse o prédio em 20 de janeiro próximo.
A dirigência rural avalia que a decisão de Kirchner é uma represália pelo duro conflito de quase quatro meses que em 208 confrontou as patronais do setor e o governo por um aumento de impostos sobre as exportações.
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