 Monumento está todo pichado Crédito: Arthur Puls
|
Monumento está todo pichado
Crédito: Arthur Puls
|
Lâmpadas quebradas, bancos danificados e muita pichação. Esta é a situação da Praça da Matriz, localizada em uma das regiões mais importantes de Porto Alegre, o Centro Histórico. O local que abriga diversos monumentos também é ponto de encontro de muitos turistas que visitam a capital dos gaúchos, e tem sido alvo de reclamação dos frequentadores e moradores da região.
É o caso do norte-americano Artur Foster, que utilizou um dos bancos da praça para ler no último sábado. 'Não moro aqui, mas achei o local bastante agradável. Só as pichações que atrapalham um pouco o visual', destacou. Para o funcionário público estadual que frequentemente passeia pelo local na companhia da cadela Kica, José Antônio Oliveira, a pichação é o problema mais grave, devido ao valor histórico dos monumentos. 'Fico envergonhado, como morador da cidade, de apresentar aos turistas que vêm conhecer o local, uma praça tão malcuidada' disse.
Ele destacou ainda as luminárias quebradas, ressaltando que a responsabilidade é da população que depreda o espaço público. 'Eles estragam tudo que é público na cidade', lamentou. A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) foi procurada, mas não foi encontrada para falar sobre o assunto.
Mais atenção na capina é um dos pedidos dos usuários de praças e parques da Capital para o verão de 2013. Em suas caminhadas na praça Carlos Simão Arnt, no bairro Petrópolis, a artista plástica Noeli Luft, 65 anos, observa que está bem cuidada, 'mas sempre pode melhorar. Falta baixar um pouco o capim, que cresce rápido nos dias de calor', avalia. De fato, depois da chuva da semana passada, o mato vicejou veloz com o sol forte deste final de semana. Porém, afora este problema, a praça apresenta boa condição. Brinquedos e equipamentos para prática esportiva estão bem conservados. Não há lixo acumulado e as lixeiras estão bem colocadas em diversos pontos do espaço de lazer.
Pouco distante dali, o Largo Doutor Adayr Figueiredo apresenta a mesma demanda do capim crescido. A diferença, segundo a auxiliar de cozinha Inês Silveira, 47 anos, é a carência de lixeiras. Há apenas dois tonéis para a deposição de resíduos. A usuária, porém, acredita que o problema é outro: 'Por estar perto de um supermercado, jovens fazem lanche na praça e deixam papéis, sacolas e garrafas em qualquer lugar. É um problema de educação. As lixeiras, muitas vezes, estão vazias e o lixo fica na grama', reclama.
Fonte: Correio do Povo
|