 Diretor-presidente da empresa protocolou respostas ao TCE, nesta segunda-feira Crédito: Ivo Gonçalves / PMPA / CP
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Diretor-presidente da empresa protocolou respostas ao TCE, nesta segunda-feira
Crédito: Ivo Gonçalves / PMPA / CP
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O diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Capellari, protocolou na tarde desta segunda-feira a resposta oficial do órgão aos itens relatados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) acerca do reajuste na tarifa dos ônibus de Porto Alegre. Ele admitiu uma nova análise no caso de um possível questionamento no processo de reajuste, mas afirmou: “Temos garantias técnicas que fizemos dentro da legislação”.
Nesta segunda, por meio de Capellari, a EPTC detalhou quais itens compõem o preço da passagem da Capital. Um dos questionados pelo TCE foi quanto à utilização da média de rodagem da frota reserva das empresas. Para o diretor-presidente da EPTC, esses ônibus garantem qualidade ao serviço. “A EPTC admite o uso da frota reserva. Ela é fundamental para se manter a qualidade de serviço”, defendeu. “Não é uma frota que fica exclusivamente parada na garagem.”
Salário dos rodoviários representa 49% do valor da passagem
Capellari afirmou que torce para que a discussão não atrase o novo reajuste, previsto para fevereiro. “Temos um período, que é dentro da legislação, que trata agora do dissídio coletivo dos rodoviários, que pesa 49% na tarifa. Então, as empresas a partir do acerto coletivo dos salários dos rodoviários, protocolam o pedido. A partir disso, a EPTC dispara um processo de busca de valores dos insumos para que a gente possa finalizar o processo. Vamos aguardar a manifestação do TCE para ver se isso vai se manter”, explicou.
Apesar de definir como “muito claro” o estudo para a elaboração do novo preço da tarifa de ônibus, ele se mostrou aberto ao diálogo. “Vamos manter nossos critérios técnicos e aguardar a manifestação do Tribunal de Contas. Se houver a necessidade de algum ajuste, a EPTC está disposta a avaliar.”
TCE quer baixar valor da passagem e rodoviários já cogitam greve
Após emitir uma notificação na última semana do ano passado, o TCE quer verificar junto às empresas permissionárias e a prefeitura o cálculo tarifário com vistas à redução do preço da passagem de ônibus na Capital, caindo dos atuais R$ 2,85 para R$ 2,60.
Paralelo à essa discussão, os rodoviários de Porto Alegre oficializaram estado de greve, nesta segunda-feira. A categoria pede reajuste salarial de 30%, aumento no ticket alimentação e revisão do acordo coletivo.
Fonte: Rádio Guaíba e Correio do Povo
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