 Crédito: CARACAS (AFP)
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O líder chavista Diosdado Cabello convocou "uma grande reunião" em Caracas para a próxima quinta-feira. A ideia é fazer desse dia, em que Hugo Chávez deve tomar posse, um mutirão de apoio ao presidente, com militantes e líderes de países amigos. Questionado se Chávez estará presente, Cabello respondeu: "Não descartamos absolutamente nada".
Durante coletiva de imprensa na sede do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), do qual é número dois, além de presidente da Assembleia Nacional, Cabello, projetou uma multidão no dia 10 de janeiro em frente ao palácio de Miraflores. "Vêm para cá uma quantidade de presidentes de países amigos, chefes de governo e primeiros-ministros de alguns países que vão nos visitar, prestar sua solidaridade ao presidente Chávez e ao povo da Venezuela e ao respeito desta Constituição", afirmou sem citar nomes. Ele foi acompanhado pelo atual vice-presidente Nicolás Maduro.
Até agora, o único presidente que confirmou uma viagem oficial a Caracas foi o do Uruguai, José Mujica, que chegará na quinta-feira. "Alguns foram visitar o presidente diretamente", salientou Cabello, referindo-se às viagens do governante equatoriano, Rafael Correa, e do boliviano, Evo Morales, a Cuba.
O governo garante que Chávez, hospitalizado em Cuba há mais de três semanas, poderá tomar posse em novo mandato depois da data prevista, quando estiver em condições de se dirigir ao Tribunal Supremo de Justiça (TSJ). Eles enfatizam que a data de 10 de janeiro, prevista na Constituição, é um "formalismo". A Carta Magna, porém, estabelece que o presidente deve ter condições de ser empossado na Assembleia Nacional ou então novas eleições convocadas.
A oposição considera que, no dia 10 de janeiro, termina o segundo mandato de Chávez, e que, se ele não reassumir, é Cabello que deve fazê-lo e não Maduro, como decidiu o próprio presidente no dia 10 de dezembro antes de partir a Caracas para se submeter a sua quarta operação por causa de um câncer.
A Conferência Episcopal Venezuelana (CEV) também se manifestou contra a mudança nas leis para manter Chávez no poder. "Estão em jogo o bem comum do país e a defesa da ética. Alterar a Constituição para atingir um objetivo político é moralmente inaceitável", definiu o monsenhor Diego Padrón, presidente da CEV.
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