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  • 14/01/2013
  • 11:13
  • Atualização: 11:38

Comunidade do samba se despede de Paulão da Tinga

Corpo do intérprete, morto por parada cardiorespiratória, foi sepultado em Porto Alegre

Viúva de Paulão ficou ao lado do caixão até o fim da cerimônia | Foto: André Ávila

Viúva de Paulão ficou ao lado do caixão até o fim da cerimônia | Foto: André Ávila

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O corpo do puxador de samba Paulo Roberto de Souza Baptista, o Paulão da Tinga, foi sepultado nesta segunda-feira no Cemitério São Miguel e Almas, em Porto Alegre, acompanhado por dezenas de amigos e pessoas ligadas à comunidade do samba. Considerado um dos mais importantes intérpretes do gênero no Carnaval de Porto Alegre, Paulão morreu aos 63 anos nesse domingo, vítima de parada cardiorespiratória.

A cerimônia de sepultamento contou com a presença de diversos integrantes da Estado Maior da Restinga, escola de samba da qual Paulão parte, além de colegas da antiga Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT), já que Paulão era aposentado pela empresa. A mulher dele, dona Nilva, não saiu do lado do caixão do marido até o final da cerimônia. O irmão Paulinho Durão, de 45 anos, disse que Paulão era um exemplo. “Ele era um pai para nós, já que não tínhamos pai”, resumiu.

Paulão foi a voz da Estado Maior da Restinga por seis anos, de 1987 a 1993, período em que a escola ganhou diversos títulos. Ele foi o criador do grito de guerra da escola - "Tinga, teu povo te ama". Na voz do intérprete, a Tinga ganhou o primeiro título, em 1987, com o enredo Sistema Solar. Outros vieram, em 1991, com o tema África, Raízes Negras na Terra do Samba. e em 1992, com Lendário e Fascinante, Mar, Misterioso Mar. Paulão passou, mais tarde, por outras agremiações, como a Estação Primeira da Figueira, Mocidade da Lomba do Pinheiro e Império da Zona Norte.

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